Mais um empresário investigado pelo Gaeco deixa de usar tornozeleira eletrônica
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quinta-feira, 26 de abril de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
O empresário Homero Wagner Fronja foi o beneficiado da vez com a revogação da tornozeleira eletrônica. A decisão desta quarta-feira (25) é do juiz da 2ª Vara Criminal, Delcio Miranda da Rocha, o mesmo que havia concedido a medida para os vereadores afastados Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV) da Câmara Municipal e os também empresários Brasil Theodoro Mello de Souza e José Lima de Castro Neto. Todos foram denunciados pelo Ministério Público na Operação ZR-3, ou Zona Residencial 3, deflagrada em janeiro pelo Gaeco para apurar uma possível organização criminosa para mudanças específicas de zoneamento.

O argumento para a retirada do aparelho de Fronja é semelhante ao de decisões anteriores: os promotores queriam a prorrogação do monitoramento, mas a Justiça indeferiu o pleito. Das 13 pessoas enquadradas pelo MP, apenas o ex-chefe de gabinete de Alves, Evandir Duarte de Aquino, permanece com o equipamento eletrônico. Dois continuam presos preventivamente: o empresário Vander Mendes Ferreira e o servidor municipal Ossamu Kaminakagura, ex-diretor de Loteamentos da Secretaria de Obras.
O Gaeco abriu outro inquérito em que Fronja é o personagem principal, mas não aparece como vítima. Em fevereiro, ele afirma ter sido alvo de pelo menos dois criminosos que, armados, levaram três televisões, celulares e jóias. O carro, também roubado, foi apreendido pela Polícia Militar na Estrada do Limoeiro, na região leste da cidade.
A situação de cada um
Três meses após o início da ZR-3, veja como está cada denunciado:
Rony Alves (PTB) - Vereador afastado. Está sem tornozeleira. Denunciado por organização criminosa e corrupção
Mário Takahashi (PV) - Vereador afastado. Sem tornozeleira. Denunciado por organização criminosa e corrupção
Evandir Duarte de Aquino - Ex-assessor de Alves na Câmara. Continua com a tornozeleira. Denunciado por corrupção e organização criminosa
Ossamu Kaminakagura - É servidor da Secretaria de Obras há mais de 20 anos. Permanece preso na PEL 1 após desdobramentos da ZR-3. Denunciado por organização criminosa e corrupção
Cleuber Moraes Brito - Ex-secretário do Ambiente na gestão Alexandre Kireeff. Ficou apenas um ano no cargo. Ex-membro do Conselho Municipal da Cidade. Sem tornozeleira. Denunciado por organização criminosa
Ignes Dequech - Ex-presidente do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano) na administração Kireeff. Sem tornozeleira. Denunciada por organização criminosa
Luiz Guilherme Alho - Ex-membro do CMC. Denunciado por corrupção ativa, passiva e organização criminosa. Continua com tornozeleira e atualmente está em prisão domiciliar
Vander Mendes Ferreira - Preso em desdobramentos da ZR-3. Denunciado por organização criminosa e corrupção ativa
Brasil Filho Theodoro Mello de Souza - Sem tornozeleira. Denunciado por organização criminosa e corrupção ativa
José de Lima Castro Neto - Sem tornozeleira. Denunciado por organização criminosa e corrupção ativa
Antônio Carlos Gomes Dias - Empresário que está solto. Denunciado por corrupção
Júlio César Cardoso - Está solto. Denunciado por corrupção


