O empresário Homero Wagner Fronja foi o beneficiado da vez com a revogação da tornozeleira eletrônica. A decisão desta quarta-feira (25) é do juiz da 2ª Vara Criminal, Delcio Miranda da Rocha, o mesmo que havia concedido a medida para os vereadores afastados Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV) da Câmara Municipal e os também empresários Brasil Theodoro Mello de Souza e José Lima de Castro Neto. Todos foram denunciados pelo Ministério Público na Operação ZR-3, ou Zona Residencial 3, deflagrada em janeiro pelo Gaeco para apurar uma possível organização criminosa para mudanças específicas de zoneamento.

Imagem ilustrativa da imagem Mais um empresário investigado pelo Gaeco deixa de usar tornozeleira eletrônica
| Foto: Vitor Struck/Grupo Folha


O argumento para a retirada do aparelho de Fronja é semelhante ao de decisões anteriores: os promotores queriam a prorrogação do monitoramento, mas a Justiça indeferiu o pleito. Das 13 pessoas enquadradas pelo MP, apenas o ex-chefe de gabinete de Alves, Evandir Duarte de Aquino, permanece com o equipamento eletrônico. Dois continuam presos preventivamente: o empresário Vander Mendes Ferreira e o servidor municipal Ossamu Kaminakagura, ex-diretor de Loteamentos da Secretaria de Obras.

O Gaeco abriu outro inquérito em que Fronja é o personagem principal, mas não aparece como vítima. Em fevereiro, ele afirma ter sido alvo de pelo menos dois criminosos que, armados, levaram três televisões, celulares e jóias. O carro, também roubado, foi apreendido pela Polícia Militar na Estrada do Limoeiro, na região leste da cidade.

A situação de cada um

Três meses após o início da ZR-3, veja como está cada denunciado:

Rony Alves (PTB) - Vereador afastado. Está sem tornozeleira. Denunciado por organização criminosa e corrupção

Mário Takahashi (PV) - Vereador afastado. Sem tornozeleira. Denunciado por organização criminosa e corrupção

Evandir Duarte de Aquino - Ex-assessor de Alves na Câmara. Continua com a tornozeleira. Denunciado por corrupção e organização criminosa

Ossamu Kaminakagura - É servidor da Secretaria de Obras há mais de 20 anos. Permanece preso na PEL 1 após desdobramentos da ZR-3. Denunciado por organização criminosa e corrupção

Cleuber Moraes Brito - Ex-secretário do Ambiente na gestão Alexandre Kireeff. Ficou apenas um ano no cargo. Ex-membro do Conselho Municipal da Cidade. Sem tornozeleira. Denunciado por organização criminosa

Ignes Dequech - Ex-presidente do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano) na administração Kireeff. Sem tornozeleira. Denunciada por organização criminosa

Luiz Guilherme Alho - Ex-membro do CMC. Denunciado por corrupção ativa, passiva e organização criminosa. Continua com tornozeleira e atualmente está em prisão domiciliar

Vander Mendes Ferreira - Preso em desdobramentos da ZR-3. Denunciado por organização criminosa e corrupção ativa

Brasil Filho Theodoro Mello de Souza - Sem tornozeleira. Denunciado por organização criminosa e corrupção ativa

José de Lima Castro Neto - Sem tornozeleira. Denunciado por organização criminosa e corrupção ativa

Antônio Carlos Gomes Dias - Empresário que está solto. Denunciado por corrupção

Júlio César Cardoso - Está solto. Denunciado por corrupção

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