Londrinense e outros dez têm redes sociais bloqueadas

Medida atende a uma decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e foi considerada como novo ataque à liberdade de expressão por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro

Vitor Struck - Grupo Folha
Vitor Struck - Grupo Folha

Em nova determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) no escopo do inquérito que investiga ameaças contra membros da corte e a disseminação de conteúdo falso, 11 apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tiveram as contas do Twitter e Facebook retidas nesta sexta-feira (24). Além de ficarem impedidos de fazer novas postagens, os perfis também tiveram suas publicações antigas suspensas e ficam impossibilitados de interagir com outros usuários.  

Londrinense e outros dez têm redes sociais bloqueadas
Rosinei Coutinho/STF
 

Dentre os perfis retidos está o do youtuber londrinense Bernardo Pires Küster, colaborador do site identificado com as ideias do astrólogo Olavo de Carvalho, Brasil Sem Medo. Os empresários Luciano Hang, Edgard Corona e Otávio Fakhoury, além do presidente do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), Roberto Jefferson, o blogueiro Allan dos Santos e Edson Salomão, assessor do deputado estadual Paulo Douglas Garcia (PSL-SP), estão na lista, que também conta com a ativista Sara Giromini. O militar reformado da Marinha Winston Rodrigues Lima, o humorista Reynaldo Bianchi Júnior e o também youtuber Enzo Leonardo Momenti completam a lista. 



Londrinense e outros dez têm redes sociais bloqueadas
Imagem
 

Em maio, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das chamadas fake news no STF, já havia determinado o bloqueio dos perfis em redes sociais como Facebook e Instagram de 16 investigados. Na ocasião, o grupo também foi alvo de mandados de busca e apreensão de equipamentos eletrônicos. Porém, o procurador-geral da República, Augusto Aras, já havia se manifestado contras as medidas tomadas por Moraes.  


Após o episódio, Küster divulgou um vídeo em seu canal do Youtube e disse que "neste País é proibido ser conservador raiz, é proibido ser cristão". Além de salientar que seu canal deixou de ser monetizado pelo próprio Youtube por conter conteúdo "nocivo, perigoso para os espectadores", disse que ainda não foi chamado para prestar depoimento e voltou a considerar o inquérito como "ilegal". 


"Não devolveram os meus itens pessoais e agora o Brasil tornou-se a China, em que as vozes dissidentes, que discordam dos poderosos, são caladas. Não é uma matéria, o que já seria um absurdo, mas é a nossa voz", lamentou. De acordo com ele, sua defesa teve acesso apenas a "uma pequena parte do processo", afirmou.  




Em seu canal, Küster diz que a as "mídias tradicionais" estão com seus "dias contados". 

 

Como você avalia o conteúdo que acabou ler?

Pouco satisfeito
Satisfeito
Muito satisfeito

Tudo sobre:

Últimas notícias

Continue lendo