Justiça nega liberdade para ex-prefeito e filho por supostas fraudes em licitações
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quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
A juíza Paula Andrea Samuel de Oliveira Monteiro, da Vara Criminal de Astorga (Norte), negou a revogação das prisões preventivas de Daniel Ziroldo e Arquimedes Ziroldo, detidos pelo Gepatria (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa) na Operação Alavanca, que apura possíveis fraudes em licitações do Cindepar (Consórcio Intermunicipal de Inovação e Desenvolvimento do Estado do Paraná), entidade em que os investigados teriam forte envolvimento.

Além de ser ex-prefeito de Astorga, Arquimedes Ziroldo, conhecido como Bema, comandou o Cindepar e atualmente estava na diretoria executiva do órgão. Ele e o filho, segundo o promotor Renato de Lima Castro, responsável pelo caso, eram os líderes do suposto esquema criminoso. "Enquanto um (Arquimedes) atuava mais na parte política, outro (Daniel) focava na execução financeira dos contratos", informou.
O esquema teria ainda a participação da esposa de Ziroldo, já solta pela Justiça, e de um empresário. O advogado dele, Rafael Garcia Campos, entende que a prisão não "é mais necessária porque são fatos que aconteceram entre 2015 e 2018. Vou entrar ainda hoje (quarta) com um habeas corpus no Tribunal de Justiça", explicou à FOLHA, que tentou contato com a defesa dos outros suspeitos, mas não teve retorno.
Enquanto isso, o MP prossegue com diligências da Alavanca. "Estamos atuando em várias frentes em Astorga, Pitangueiras e outros municípios da região, investigando pessoas que, por amizade ou parentesco, participavam das irregularidades nos processos licitatórios do Cindepar. As apreensões de documentos foram extremamente ricas para a investigação. Já temos um desenho da organização criminosa, mas muito material ainda precisa ser analisado e mais gente pode ser incluída na lista de acusados", afirmou Lima Castro.


