Justiça autoriza viagem de empresário investigado na ZR3
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Delcio Miranda da Rocha, autorizou o empresário Homero Wagner Fronja a ausentar-se de Londrina de terça até quinta-feira (1º). Ele é investigado com mais 10 pessoas na Operação ZR3, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) que apura possíveis pagamentos indevidos a agentes públicos por empresários que gostaria de alterar o zoneamento em algumas áreas da cidade. A decisão saiu nesta segunda-feira (29).
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O retorno de Fronja está programado para sexta-feira. O advogado dele, Nelson Misuta Águila, não revelou o destino, mas adiantou que "será fora do Paraná. A viagem já estava programada antes mesmo do início da operação", disse. Ao defensor, o investigado, que atua no setor de loteamentos, teria afirmado que iria "fechar negócios de compra e venda de imóveis".
A respeito do conteúdo da ZR3, Águila argumentou que "ainda está estudando o caso, que é bem complexo". Com a permissão da Justiça, a expectativa é que o empresário seja interrogado pelo Gaeco só no final desta semana. "O juiz não iria conceder a autorização se houvesse alguma diligência pendente do Ministério Público". Fronja não precisará retirar a tornozeleira eletrônica.
Além dele, os vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), o servidor da Secretaria de Obras, Ossamu Kaminagakura, a ex-presidente do Ippul, Ignes Dequech, o ex-secretário do Ambiente, Cleuber Brito e o empresário Luiz Guilherme Alho estão entre os principais alvos da ZR3, que começou em fevereiro de 2017.
Câmara
Nesta segunda-feira, a Mesa Executiva da Câmara Municipal optou em convocar os suplentes de Takahashi e Alves. Seguindo a decisão, Douglas Pereira, o Tio Douglas, e Valdir dos Metalúrgicos (Solidariedade), devem ser chamados na sessão desta quinta-feira, a primeira do ano. Eles têm até 15 dias para assumir os cargos.
Os vereadores investigados, também por determinação do Legislativo, não receberão mais salários pelo período de afastamento ordenado pela Justiça, que é de 180 dias. Os funcionários que trabalhavam com eles não trabalharão mais na Casa.


