Greca diz que vai concorrer ao governo; Belinati pode ser vice
Ex-secretário e ex-prefeito de Curitiba disse que o Paraná não está pronto e que o apoio de Ratinho não é "cláusula pétrea"
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terça-feira, 14 de abril de 2026
Ex-secretário e ex-prefeito de Curitiba disse que o Paraná não está pronto e que o apoio de Ratinho não é "cláusula pétrea"

O ex-secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) esteve em Londrina nesta terça-feira (14) e reforçou que é pré-candidato ao governo do Paraná, mesmo após as últimas movimentações em Curitiba, com o governador Ratinho Junior (PSD) surpreendendo até aliados ao manifestar apoio ao ex-secretário estadual de Infraestrutura Sandro Alex (PSD) para a sua sucessão.
Em entrevista à FOLHA, Greca afirmou que o Estado “não está pronto” e que há muito a ser feito em uma próxima gestão. Filiado ao MDB após deixar o PSD do governador, o ex-prefeito ressaltou que o partido “é o ponto de apoio que vai me dar o equilíbrio para tentar mover as estruturas políticas e a opinião pública em defesa do Paraná”.
Com a confirmação de que o presidente da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos), recuou da pré-candidatura ao governo e aceitou o convite de Ratinho para ser candidato ao Senado na chapa governista, Greca ressaltou que não se vê nessa composição costurada pelo governador. Ir para a disputa sem ter o apoio do governo também não parece ser um problema para o emedebista, que terá Álvaro Dias (MDB), pré-candidato a senador, na sua chapa.
“Eles estão muito convencidos de que a cláusula pétrea é o apoio oficial. Eu acho que não é. Na hora que pesarem as coisas, o peso melhor vai ser a trajetória de vida, a obra realizada”, afirmou o ex-prefeito. "Um prefeito que enfrentou uma pandemia, com o êxito que eu enfrentei, pode governar o Paraná."
Durante a entrevista, Greca também citou o Salmo 118:22, que afirma: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular”.
“Eu vou me propor como a pedra angular capaz de arrematar esse edifício formoso e paranista, de colunas sagradas, de vigas de peroba-rosa, como as daqui do Norte, ou de araucárias, como as do Centro e do Sul; ou como eram as de cedro, que também não se dobravam, que eram as colunas do templo de Salomão”, frisou.
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“A minha vontade política também é essa [concorrer ao governo], porque eu trairia, inclusive, a memória da Margarita [Sansone, sua esposa falecida em 2024], porque nós, a vida toda, sonhamos com a ideia de eu ser candidato a governador do Paraná.”
Greca reiterou que quer oferecer sua trajetória na política, que inclui três gestões à frente da Prefeitura de Curitiba, como “pedra angular” para o Paraná.
O ex-prefeito ainda garantiu que não está "na balança para negociar”, mas sim para propor o futuro. “Eu estou louco de vontade de ganhar essa eleição. E ousaria dizer que, se a vontade contar, eu vou ganhar essa eleição.”
VICE NA MESA
Nas últimas semanas, uma composição entre Greca e Curi chegou a ser aventada, mas, com o deputado estadual aceitando disputar o Senado, o MDB deverá buscar outro nome para compor com o ex-prefeito. E isso poderá passar por Londrina, já que o ex-prefeito Marcelo Belinati (PP) pode ser convidado para a disputa.
“Eu vou pedir licença, eu tenho que ligar para o Ricardo Barros [deputado federal que lidera o PP no Paraná], eu não posso invadir a casa alheia, meter o pé na porta. Mas conversar com o Marcelo é minha maior alegria, porque ele é muito simpático”, disse Greca, que destacou que, além de Belinati, há outros nomes na mesa. “Mas não vou ficar contando o jogo antes da hora.”
“A política é um pouco esperar que as coisas aconteçam. Vale muito a frase que mais uma vez a história pelas mãos do Ratinho nos deu, de que você pode olhar diversas vezes o mesmo rio, nunca é a mesma água que você vê. Ontem houve um terremoto na Ilha do Mel, espero que não tenha havido no Palácio Iguaçu”, concluiu o pré-candidato.


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.





