Flávio Bolsonaro diz que poderia retirar pré-candidatura por um 'preço'
Senador, que disse ter sido indicado pelo pai para disputar Presidência, sugeriu a aprovação de anistia para Jair Bolsonaro
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domingo, 07 de dezembro de 2025
Senador, que disse ter sido indicado pelo pai para disputar Presidência, sugeriu a aprovação de anistia para Jair Bolsonaro
France Presse 

Brasília - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse neste domingo (7) que poderia abandonar sua incipiente pré-candidatura presidencial por um "preço" e sugeriu a aprovação de uma anistia para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso.
Flávio Bolsonaro provavelmente enfrentaria nas urnas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas neste domingo disse estar aberto a "negociar" uma eventual retirada de suas pretensões.
"Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim, eu tenho preço para isso, eu vou negociar, eu tenho preço para não ir até o fim", afirmou enigmaticamente aos jornalistas o filho mais velho do ex-presidente, na saída de um templo evangélico em Brasília.
Ele acrescentou que dará mais detalhes na segunda-feira (8), quando se reunirá com líderes conservadores.
Questionado sobre se esse preço implicaria uma anistia para seu pai, Flávio Bolsonaro respondeu: "Está quente".
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Os bolsonaristas no Congresso tentam, sem sucesso, aprovar um projeto de lei que abra a porta da anistia ao ex-presidente e a seus apoiadores condenados pela insurreição de janeiro de 2023 contra as sedes dos poderes públicos em Brasília.
A esposa de Jair Bolsonaro, Michelle, cujo nome tem sido cogitado como possível candidata em uma chapa da direita, apoiou Flávio.
Mas sua designação teve uma recepção fria no establishment, que tinha os olhos especialmente voltados para Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, motor econômico do Brasil.
A Ibovespa teve na sexta-feira sua maior queda em quatro anos após o anúncio.
Para Flávio Bolsonaro, o mercado fez "uma análise precipitada" de suas possibilidades eleitorais. "Vão conhecer um Bolsonaro diferente, um Bolsonaro muito mais centrado", acrescentou o senador, considerado mais moderado que seu pai.
E ressaltou que obteve o apoio de Tarcísio, negando qualquer "fragmentação" na direita. "Então todos nós (...) independente [sic] de quem estiver na cabeça, a gente vai estar junto, a gente vai estar comemorando, se Deus quiser, após as eleições de 2026, para a gente governar o Brasil juntos", disse.
Outras figuras do campo conservador, como Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, mantêm suas aspirações presidenciais para o próximo ano.




