A FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) afirmou, em nota encaminhada à FOLHA, que é total e veementemente contrária a qualquer aumento de impostos, especialmente sobre combustíveis, que são considerados insumos estratégicos e base de praticamente toda a economia.

Em setembro, o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) aprovou o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis, medida que entra em vigor no dia 1º de janeiro. No caso da gasolina, a alíquota específica do imposto terá aumento de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Já no diesel, a elevação será de R$ 0,05 por litro, de R$ 1,12 para R$ 1,17.

“Elevar a tributação dos combustíveis impõe um custo imediato e generalizado ao setor produtivo e ao consumidor. O efeito é direto: aumenta o custo do transporte e da logística, encarece matérias-primas e insumos, reduz margens, compromete a competitividade e freia investimentos, com impacto em emprego, renda e crescimento”, escreve a federação.

A FIEP também pontua que não é aceitável que empresas e famílias continuem sendo chamadas a pagar a conta sempre que o poder público busca ampliar a arrecadação.

“A lógica de ‘arrecadar primeiro e ajustar depois’ penaliza quem produz, quem trabalha e quem consome e alimenta um ciclo de preços mais altos e menor dinamismo econômico”, acrescenta a entidade.

“O caminho responsável é outro: corte de desperdícios, eficiência do gasto, revisão de prioridades, gestão fiscal séria e previsibilidade. A sociedade precisa de um Estado mais enxuto e mais eficiente, e de um ambiente de negócios estável, que estimule produtividade e investimento. A FIEP reafirma: aumentar imposto não é solução. Riqueza e prosperidade nascem do cidadão e de quem empreende, não do aumento permanente da carga tributária”, conclui.

mockup