O setor produtivo de Londrina avalia com atenção a queda da representatividade da cidade na Câmara dos Deputados. Mesmo sendo a segunda maior cidade do Paraná, apenas o ex-prefeito Marcelo Belinati (PP) foi eleito deputado federal. Na atual legislatura, Londrina chegou a contar, momentaneamente, com seis representantes na Câmara, com a posse de suplentes.

Em 2022, Londrina elegeu três deputados federais: Luísa Canziani (à época no PSD, hoje no União), Filipe Barros (PL) e Diego Garcia (ex-Republicanos e atual União). Luiz Carlos Hauly (Podemos) herdou a vaga de Deltan Dallagnol, que foi cassado em 2023, enquanto Marco Brasil (ex-PP e hoje PSD) e Lenir de Assis (PT) assumiram como suplentes.

Agora, Filipe Barros foi eleito senador e Hauly não concorreu. Luísa Canziani, Diego Garcia e Marco Brasil não foram reeleitos, enquanto Lenir disputou uma vaga de deputada estadual e também ficou de fora.

Em nota, o vice-presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Gerson Guariente, avaliou que a perda de representatividade na esfera federal é significativa.

“Como os deputados têm emendas individuais e coletivas, teremos Marcelo Belinati como um único deputado apresentando emendas individuais entre 30 representantes do Paraná na Câmara Federal. Isso será um obstáculo a ser contornado”, escreveu Guariente, que também defendeu convidar políticos de outras regiões que receberam votos em Londrina para “abrir o diálogo em respeito aos eleitores da cidade que os escolheram”.

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Por outro lado, Guariente destacou a eleição de Filipe Barros, senador mais bem votado, e de Jessicão (PL), segunda deputada estadual mais votada do Paraná. Na Assembleia Legislativa, pondera, a cidade e a região mantêm quatro cadeiras. Cobra Repórter (PSD) foi reeleito e, além de Jessicão, Deivid Wisley (Novo) e Felippe Machado (PP) conquistaram o primeiro mandato estadual.

“Vamos levar aos eleitos as demandas do setor produtivo para continuar alinhando estratégias para o desenvolvimento regional”, pontuou.

DIÁLOGO

Também em nota, o Sinduscon Paraná Norte (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná) afirmou que a redução do número de representantes de Londrina em Brasília “é um dado que merece atenção”.

“Ao mesmo tempo, a força política de uma região não se traduz apenas pelo número de cadeiras que ocupa, mas também pela capacidade de articulação de seus representantes, pela qualidade do diálogo institucional e pela construção de agendas capazes de produzir resultados concretos”, escreveu a entidade.

O Sinduscon pontuou que o desafio será assegurar que as demandas de Londrina e do Norte do Estado permaneçam presentes nas discussões estratégicas e nas decisões que impactam o desenvolvimento regional. “Nesse cenário, a presença de um representante de Londrina no Senado amplia os canais de interlocução da cidade em Brasília e contribui para fortalecer essa representação.”

O Sinduscon frisou que, para o setor da construção civil, uma representação ativa é fundamental para avançar em temas estruturantes, como infraestrutura e energia, habitação, desenvolvimento urbano, competitividade, atração de investimentos e melhoria do ambiente de negócios, pois são agendas que demandam planejamento, diálogo e convergência entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada.

“Londrina e o Norte do Paraná têm participação relevante na geração de riqueza, empregos e oportunidades para o Estado. Essa contribuição precisa estar acompanhada de uma agenda de desenvolvimento compatível com o potencial econômico da região e com os desafios dos próximos anos”, acrescentou.

Sobre os novos deputados estaduais, a entidade disse esperar uma atuação pautada pelo diálogo, pela responsabilidade institucional e pela construção de soluções voltadas ao desenvolvimento regional.

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