Curitiba - O Paraná terá neste fim de semana as primeiras convenções para oficializar candidaturas ao governo, ao Senado e a deputados estaduais e federais. Ainda em meio a negociações, o PSD do governador Ratinho Junior confirmará neste sábado (25) em Curitiba a candidatura do deputado federal Sandro Alex ao governo. O PDT também fará sua convenção neste sábado na capital para oficializar o candidato Requião Filho ao governo.

Como o prazo para o registro de candidaturas termina no dia 15 de agosto, até lá os partidos poderão negociar apoios e alterar as chapas – o que deverá envolver negociações para os cargos de vice e senador. A convenção estadual do PL, que tem como pré-candidato ao governo o senador Sergio Moro, será no dia 1º de agosto. No dia seguinte será o encontro do MDB, que tem como pré-candidato ao Palácio Iguaçu o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca.

Sandro Alex subirá mais forte ao palanque na convenção do PSD: nesta semana, Ratinho Junior conseguir fechar os apoios da federação União Progressista e da Federação PSDB-Cidadania. Além do apoio de aproximadamente 110 prefeitos, a aliança garantirá quase 3 minutos a mais no horário eleitoral gratuito (além dos 59 segundos do PSD e dos 56 segundos do Republicanos). A propaganda no rádio e na televisão começa no dia 28 de agosto.

O anúncio de apoio da federação PSDB-Cidadania foi feito nesta sexta-feira (24) pelo ex-governador e deputado federal Beto Richa (PSDB). “A Federação PSDB-Cidadania decidiu aceitar o convite do governador Ratinho Junior para integrar a coligação do candidato do PSD a governador, Sandro Alex, e apoiar ainda a candidatura do deputado Alexandre Curi (Republicanos) para o Senado”, afirmou Richa em suas redes sociais, com uma imagem produzida por inteligência artificial com sua imagem ao lado do candidato.

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Sandro Alex ainda deverá ganhar o apoio do Avante, que tem como principal liderança no estado o secretário de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani. Outra aliança disputada pelo PSD e pelo PL de Sergio Moro é com o Podemos, liderado no estado pelo deputado federal Felipe Francischini.

Requião Filho deverá ter oficializados neste sábado os apoios de PT, PCdoB, PV, Rede e PSOL. O deputado ainda tenta atrair o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin, mas enfrenta resistências locais. O diretório estadual é liderado pelo deputado federal e ex-prefeito de Curitiba Luciano Ducci e o partido fez parte da base de apoio a Ratinho Junior na Assembleia Legislativa.

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VICES E SENADO

A tendência é que os candidatos a vice na chapa para o governo sejam decididas perto do prazo final para o registro. Requião Filho teria oferecido a vice para o PSB. O PSD de Ratinho Junior ainda tem esperança de atrair Rafael Greca, que deixou o partido em abril. Com o anúncio dos apoios das federações União Progressista e PSDB-Cidadania a Sandro Alex, a candidatura de Greca tende a ficar isolada. Se optar por uma solução interna, o PSD deverá ter como candidata a vice a jornalista Cristina Graeml, derrotada no segundo turno da eleição municipal de 2024 em Curitiba.

No PL, a preferência de Sergio Moro é por ter como vice o empresário Virgílio Moreira Filho, presidente atual da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Moreira Filho também filiado ao PL. Moro já tem os apoios garantidos do Novo e do DC (Democracia Cristã), que serão oficializados em convenções na próxima semana.

A definição das chapas para o Senado também deverá ocorrer somente perto de 15 de agosto. A tendência é que o grupo de Ratinho Junior apoie somente o candidato do Republicanos, Alexandre Curi. O partido estaria fazendo pressão interna para barrar uma segunda candidatura, a fim de evitar a divisão de votos.

A aliança de esquerda terá as candidaturas da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) e do ex-deputado Dr Rosinha (PT). Já a aliança de Sergio Moro apoiará o deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo). O deputado federal Luiz Carlos Hauly, que anunciou a intenção de concorrer ao Senado, poderá ter sua candidatura barrada a depender da posição de seu partido, o Podemos.

O ex-governador Alvaro Dias (MDB), que vinha liderando as pesquisas para o Senado, ainda não confirmou sua candidatura.

Se Sergio Moro for eleito governador, o Paraná terá 100% de renovação no Senado, com mudanças nas três cadeiras. Oriovisto Guimarães (PSDB) e Flavio Arns (PSB), cujos mandatos terminam neste ano, já anunciaram que não concorrerão à reeleição. O mandato de Moro termina em 2030 e seu suplente é o advogado de Curitiba Luis Felipe Cunha, amigo pessoal do ex-juiz da Lava Jato.

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