Em 1º turno, Câmara aprova orçamento de R$ 3,9 bi para 2027
Projeto de lei ainda será analisado em audiência pública antes de voltar à pauta para votação em segundo turno
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Projeto de lei ainda será analisado em audiência pública antes de voltar à pauta para votação em segundo turno

Os vereadores de Londrina aprovaram nesta quinta-feira (24), em primeiro turno, o PL (Projeto de Lei) 273/2026, que estabelece a LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2027, com receita estimada em R$ 3,986 bilhões. O plenário também aprovou a realização de uma audiência pública para discutir o texto antes da votação definitiva, que tradicionalmente ocorre em dezembro.
O projeto elaborado pelo Executivo prevê um orçamento 4,10% maior que o estimado para 2026, com superávit primário de R$ 2,745 milhões para o próximo ano.
A proposta traz aumento dos recursos destinados a áreas consideradas estratégicas pelo município. É o caso da Educação, cujo orçamento deve saltar de R$ 1,020 bilhão para R$ 1,111 bilhão, alta de quase 9%. Na Saúde, o acréscimo previsto é de pouco mais de R$ 23 milhões, passando de R$ 1,203 bilhão para R$ 1,226 bilhão, crescimento de 1,9%.
Quase metade das receitas previstas virá de transferências correntes, principalmente repasses estaduais e federais, que somam R$ 1,873 bilhão, ou 47,06%. Já impostos, taxas e contribuições de melhoria, principal componente da arrecadação própria, representam R$ 1,722 bilhão, ou 43,26%. Consideradas as renúncias, os descontos e as demais deduções, o Executivo prevê crescimento de 7,22% dessas receitas em comparação com o estimado para 2026.
A Prefeitura de Londrina também trabalha com uma projeção de alta na arrecadação dos principais impostos municipais. No caso do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), a previsão é de crescimento de 3,22%. Para o ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis), a alta projetada é de 13,20%, enquanto o ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) deve avançar 13,02%.
Mais do que uma melhora do cenário econômico, a expectativa é de que medidas de fiscalização e desburocratização contribuam para ampliar a arrecadação e reduzir a inadimplência.
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TRANSPARÊNCIA
A líder do Executivo na CML, vereadora Flávia Cabral (PP), ressaltou que a aprovação em primeiro turno é importante para abrir o prazo para a realização da audiência pública e aprofundar a análise do projeto. A parlamentar também defendeu transparência na discussão dos dados orçamentários do município.
“Quando se fala que aumentou 4% [em relação a 2026], isso pode parecer bastante otimista, mas ao mesmo tempo nós sabemos que vivemos em um país que tem inflação. Então, é muito importante que a população venha e participe para que ela consiga entender melhor os processos. Transparência dentro da coisa pública é fundamental”, reforçou.
“É importante ouvir a população e é importante a gente debater o orçamento. Mas também entender que, sendo o cobertor curto, ele tem que ser ajustado àquilo que os técnicos compreendem. Ouvir várias perspectivas é importante, mas a última palavra sempre tem que ser daqueles que entendem melhor as pastas”, acrescentou a líder, que acredita em um “bom diálogo” entre os vereadores e o Executivo.
O vereador Matheus Thum (PP) foi o único a votar contra a peça orçamentária. Mestre Madureira (PP) e Michele Thomazinho (PL) não votaram. Já no pedido de audiência pública, Santão (PL) foi o único contrário.


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.





