Imagem ilustrativa da imagem Defesa de vereador alega 'coação do MP' para anular Comissão Processante
| Foto: Devanir Parra/CML



O advogado do vereador Rony Alves (PTB) protocolou nesta sexta-feira (11) na Câmara Municipal de Londrina a defesa prévia do parlamentar, investigado por uma CP (Comissão Processante) na Casa, em consequência da Operação ZR3, que afastou Alves e Mario Takahashi (PV) das funções no Legislativo pelo suposto envolvimento em esquema para mudança de zoneamento em Londrina. Ambos podem ser cassados dependendo dos resultados da comissão.

Assim, como a defesa de Takahashi, o advogado Maurício Carneiro também argumenta que teria ocorrido uma "possível coação" do Ministério Público, quando os vereadores e suplentes Jairo Tamura, Roque Neto, João Martins e Emanuel Gomes foram convocados para prestar esclarecimentos
sobre uma denúncia de nomeações de apadrinhados no Executivo em troca de barrar o processo na Câmara.

LEIA MAIS
Defesa de Takahashi aponta irregularidades

Os depoimentos ao Gepatria (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa) foram prestados no último dia 17 no período da manhã. Na parte da tarde, os quatro vereadores participaram da sessão, que culminou na abertura da CP.

Carneiro ainda alega que os suplentes Tio Douglas (PTB) e Valdir dos Metalúrgicos (SD) não poderiam participar da votação, pois podem ser beneficiados, diretamente, com a cassação dos dois parlamentares. Além disso, a defesa de Rony argumenta que o autor do requerimento, Filipe Barros (PSL), deveria ter sido afastado de suas funções, por integrar Mesa na Casa, desde o recebimento da denúncia no dia 3 de abril, conforme violação ao artigo 30 do Código de Ética e Decoro Parlamentar.

"Atacamos cada item dentro do processo e mostramos que não há, em momento algum, envolvimento do vereador Rony Alves em conduta incompatível com o decoro parlamentar. Além disso, deixamos claro para os Vereadores, membros da Comissão Processante, que o acusador não traz uma única prova sólida, nem mesmo indícios de provas, absolutamente nada, de que ele teria solicitado ou recebido propina. É de se espantar que mudaram a lógica constitucional. Ao invés de os acusadores trazerem as provas contra o Rony é ele que está tendo que provar sua inocência em um processo totalmente equivocado e sem provas", defende o advogado.

mockup