A Prefeitura de Londrina formou um grupo com sete servidores municipais para análise e elaboração dos termos de referências incluídos no contrato assinado em junho de 2016 com a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). No ano passado, a empresa renovou o vínculo com o poder público para prestação de tratamento de água e esgoto na cidade por mais 30 anos.

Imagem ilustrativa da imagem Comissão irá fiscalizar obras da Sanepar em Londrina
| Foto: Anderson Coelho/Grupo Folha


Pelos próximos 90 dias, a função da comissão especial composta por funcionários das Secretarias de Gestão Pública, Obras e Pavimentação, Ambiente e do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano) será averiguar as obras prometidas pela Sanepar. Dentre as contrapartidas, estão o plano de drenagem urbana dos Ribeirões Cambé, Cafezal e Três Bocas, construção de pista de caminhada no Lago Igapó e implementação da sinalização hidrográfica em Londrina.

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Os trabalhos poderão ser prorrogados por mais três meses. No final do processo, os servidores deverão apresentar um relatório do que foi levantado. "O contrato não deixa claro quem deve executar e fiscalizar. A ideia é terminar esse balanço até a primeira quinzena de janeiro de 2018. Precisamos desse ajuste para separar a função de cada parte", observou o presidente do Comitê Municipal de Acompanhamento da Prestação dos Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário, Bruno Ubiratan, que também é chefe de gabiente do prefeito Marcelo Belinati (PP).

Ele considerou que alguns pontos não ficaram "bem esclarecidos" no acordo firmado entre o ex-prefeito Alexandre Kireeff e a Sanepar. "Estamos tentando destravar", garantiu. O investimento previsto pela estatal é de R$ 1,6 bilhão. Além disso, mais de R$ 228 milhões serão repassados ao Fundo Municipal de Saneamento Básico.

Enquanto isso, o assunto é alvo de polêmica na Câmara Municipal. Alegando uma série de reclamações dos contribuintes que não têm sido resolvidas, o vereador Roberto Fu (PDT) apresentou um projeto que revoga integralmente o contrato. A proposta ainda será avaliada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

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