Já tramita na Câmara Municipal um projeto de lei elaborado pelo vereador Roberto Fu (PDT) que revoga integralmente o contrato assinado no final de junho do ano passado entre a Prefeitura de Londrina e a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Na época, o acordo foi formalizado pelo então prefeito Alexandre Kireeff, o governador Beto Richa (PSDB) e o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche. A estatal obteve direito em coordenar o tratamento de água, coleta e esgoto na cidade por mais 30 anos.

Com o término do vínculo contratual sugerido por Fu, a administração municipal reverteria a gestão dos serviços. Enquanto uma nova empresa não for contratada, a orientação é admitir o Samae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Ibiporã. "É um sistema que tem funcionando bem por lá", disse o vereador. Ele também avaliou que "as constantes reclamações dos contribuintes mostram que a Sanepar não tem cumprido com as condições impostas".

Imagem ilustrativa da imagem Vereador quer acabar com contrato entre Prefeitura e Sanepar
| Foto: Reprodução/CML


Para o pedetista, o projeto não fere a constitucionalidade. "Em 2016, eu participei, assim como toda a Câmara, das discussões sobre a renovação. Acredito que o mesmo poder que eu tive para aprovar eu tenho para retirar", indicou. Na sessão da última terça-feira (28), quando teceu algumas críticas à companhia de saneamento, o discurso de Fu ganhou coro de outro colega de Casa, o vereador Rony Alves (PTB).

Em entrevista à FOLHA, ele adotou um tom mais calmo quando questionado se irá votar ou não a favor da revogação. "Temos que acompanhar esse processo passo a passo. Se esse contrato for desinteressante para a cidade, nada impede de pedirmos a anulação na Justiça", comentou. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Londrina informou que ainda não foi comunicada da proposta de Roberto Fu e por isso irá aguardar a notificação.

Em nota, a assessoria da Sanepar informou que "não faz comentários sobre proposições do Legislativo e garante que está cumprindo todas as obrigações contratuais". O projeto será deliberado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Legislativo até o dia 19 de dezembro.

(atualizada às 14h)

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