Com dificuldades na Câmara, Tiago recorre a Filipe Barros
Deputado confirmou à FOLHA que, a pedido do prefeito, articulou para reverter votos contrários à redução dos aportes do município à Previdência
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
Deputado confirmou à FOLHA que, a pedido do prefeito, articulou para reverter votos contrários à redução dos aportes do município à Previdência

A aprovação do projeto de lei que reduz os aportes do município à Caapsml (Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina) demandou intensa articulação na CML (Câmara Municipal de Londrina). Mesmo com o substitutivo que incluiu o aumento da faixa de isenção de contribuição de aposentados e pensionistas, de três para quatro salários mínimos, a matéria enfrentou resistência entre os parlamentares.
Durante a sessão de terça-feira (16), o comentário nos bastidores era de que o projeto teria apenas 12 votos, abaixo do quórum de 13 necessário para a aprovação. Inicialmente, estava previsto que o texto seria votado com maioria absoluta, de dez votos, mas o presidente do Legislativo, vereador Emanoel (Republicanos), acatou parecer da Procuradoria e elevou o número de votos exigidos, o que ligou o alerta do Executivo.
Na quarta-feira (17), contudo, a matéria foi aprovada com 14 votos favoráveis e cinco contrários, abrindo caminho para a medida que deve aliviar as despesas da Prefeitura no próximo ano e também em 2025, já que foram repassados pouco mais de R$ 137 milhões ao fundo previdenciário, abaixo dos cerca de R$ 159 milhões inicialmente previstos. Com a nova lei, a diferença não precisará ser paga até o dia 31 de dezembro.
Leia mais:
Um personagem importante para a aprovação do projeto foi o deputado federal Filipe Barros (PL), que esteve pessoalmente na CML na quarta-feira. Ele conversou com alguns vereadores e, em entrevista à FOLHA, confirmou que, a pedido de Tiago, articulou para reverter possíveis votos contrários à proposta do Executivo.
“Era um projeto importante para que o município fechasse seu caixa. Como esta semana eu não estava em Brasília, fiquei em Londrina por conta das sessões virtuais e fui à Câmara conversar com os vereadores. Fazia tempo que eu não ia”, disse o parlamentar. “De fato, houve um pedido para que eu pudesse tentar reverter alguns votos do PL. Todos os vereadores estão muito bem comigo, então aproveitei para conversar com todos eles.”
Também à FOLHA, o prefeito lembrou que Barros é aliado da gestão e que a bancada do PL, que tem seis vereadores, foi construída pelo grupo que venceu as eleições de 2024.
“O Filipe estava por aqui, ele também precisava fazer uma reunião com os vereadores dele. Nessa oportunidade, aproveitou para isso. Eu falei: ‘É fundamental a gente ter essa proximidade, essa parceria, essa relação’. E ele quis conversar com os vereadores para mostrar a importância do projeto, não só para reverter voto”, afirmou Tiago, que acredita que, ainda na terça-feira, seria possível alcançar os 13 votos necessários.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS| Acompanhe as notícias de Londrina e região no canal da Folha de Londrina no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029Va8N2DN84Om5Akznga0h
A vereadora Flávia Cabral (PP), líder do governo na CML, garantiu a articulação junto à base para manter a viabilidade da matéria, inclusive acatando o pedido de retirada de pauta ao final da sessão de terça-feira, para uma análise mais aprofundada do texto.
“Eu acho que precisava discutir um pouquinho mais, foi até um pedido da Jessicão [que está de malas prontas para o PL, com a bênção de Filipe Barros] para discutir mais. Vamos discutir, não tem problema. Aí culminou que o Filipe estava por aqui e fez um papel muito importante também. Chamou a bancada dele", completou Tiago.
Mesmo assim, os vereadores Santão (PL) e Michele Thomazinho (PL) mantiveram votos contrários à proposta, acompanhando Matheus Thum (PP), Paula Vicente (PT) e Deivid Wisley (Republicanos).


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.





