Imagem ilustrativa da imagem Chefe da Guarda Municipal, secretário de Defesa Social pede exoneração a Marcelo Belinati
| Foto: Fernando Cremonez/CML/



O secretário de Defesa Social de Londrina, Evaristo Kuceki, pediu demissão ao prefeito Marcelo Belinati (PP) na manhã desta segunda-feira (25). O Núcleo de Comunicação confirmou o pedido, mas mais informações só serão fornecidas à tarde.

A FOLHA também tentou contato com Kuceki, mas o telefone celular estava na caixa postal e ele não respondeu pelas redes sociais.

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O pedido de demissão chega num momento em que a Guarda Civil Municipal recebe críticas devido a sucessivos furtos a prédios públicos, como escolas e postos de saúde, e áreas públicas. Como foi criada para cuidar dos próprios públicos – mas, agora, auxiliando a Polícia Militar no policiamento ostensivo –, a existência da GCM impede que a Prefeitura de Londrina contrate serviços de vigilância para as repartições.

A gestão de Kuceki também foi marcada por casos de morte por arma de fogo provocadas por guardas municipais. Em abril de 2017, Ricardo Leandro Felippe matou a sócia de uma ex-namorada e o filho de outra ex-companheira – o pai dela ficou ferido e morreu dias depois. Felippe foi preso, exonerado e chegou a ser condenado. Ele se suicidou na PEL II (Penitenciária Estadual de Londrina 2), em outubro de 2018.

No fim de novembro de 2017, um paciente da UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) que entrou em surto e passou a agredir funcionários e depredar o patrimônio público foi morto por um guarda municipal depois de entrarem em confronto. Após ser abordado pelo GM, José Vilmo Silvestre da Silva saiu da unidade, mas foi perseguido a pé. Eles entraram em luta corporal nas proximidades da UPA e a vítima conseguiu pegar a arma do agente, mas acabou alvejado por dois tiros de uma segunda arma levada pelo GM.

Em março de 2018, o jovem Matheus Evangelista também morreu em uma ação de GMs ao atender uma reclamação de importunação do sossego. Michael Garcia e Fernando Neves [link="https://www.folhadelondrina.com.br/geral/guardas-envolvidos-na-morte-de-matheus-evangelista-irao-a-juri-popular-1019973.html]aguardam julgamento presos e, apesar de afastados, não foram exonerados.

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