Cassação de prefeito pode gerar novas eleições em Santana do Itararé
Élcio José Vidal, o Calé, foi acusado de compra de votos, mas nega irregularidades e diz que vai recorrer
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de agosto de 2026
Élcio José Vidal, o Calé, foi acusado de compra de votos, mas nega irregularidades e diz que vai recorrer
Lucas Aleixo - Especial para a FOLHA 

Uma decisão da Justiça Eleitoral pela cassação do prefeito de Santana do Itararé (Norte Pioneiro), Élcio José Vidal, o Calé (PSD), pode levar o município a eleições suplementares, caso não haja reversão da sentença.
Na semana passada, o TRE/PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) cassou, por maioria dos votos, o mandato de Calé por uma acusação de compra de votos no pleito eleitoral de 2024. A decisão também cassa o mandato do vice prefeito da chapa, Joás Michetti (PSD). Assim, o presidente da Câmara dos Vereadores, Reinaldo de Oliveira Amador, o Naldo Motorista (PDT), assume interinamente a chefia do Executivo municipal.
Segundo o processo, há elementos suficientes que comprovariam a prática de compra de votos por integrantes da campanha da chapa formada por Calé e Joás, configurando assim crime eleitoral e colocando ambos como passíveis de cassação do mandato.
Calé, que já havia sido prefeito de 2005 a 2008, voltou à chefia do Executivo em 2024 após vencer o então prefeito José Isac, que tentava a reeleição, por 2,1 mil votos contra 1,7 mil votos.
Caso a decisão seja mantida, já nos próximos dias a justiça eleitoral deve marcar a data das eleições suplementares, quando os pouco mais de 4 mil eleitores de Santana do Itararé devem voltar às urnas para escolher um novo prefeito.
Prefeito nega
Procurado pela reportagem, Calé garante que não cometeu crimes eleitorais e que irá recorrer da decisão.
"Recebi com surpresa a decisão pois o voto da relatora era contrário ao recurso interposto pela oposição. Ganhamos na primeira instância e o Ministério Público tinha encaminhado voto para arquivamento do caso. Eu nem fui citado no referido processo, não cometi nenhum ato doloso e as duas testemunhas de compra de votos trabalhavam na campanha do denunciante derrotado por quase 500 votos nas eleições", argumenta.
"Vamos aguardar o acórdão e entrar com liminar e embargos e vamos lutar até o fim. Acredito na Justiça", completa Calé.


