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Londrina

Política 5m de leitura Atualizado em 28/12/2021, 18:40 assinante

Câmara arquiva pedido de cassação de vereador que ironizou linguagem neutra

Santão, do PSC, diz que não quis ofender ninguém ao ironizar fala de gestora de Promoção da Igualdade Racial de Londrina

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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A Mesa Executiva da Câmara Municipal arquivou a representação feita pelo Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial pela citação irônica do vereador Claudinei Pereira dos Santos, o Santão (PSC), do termo "todes", da chamada linguagem neutra, durante a sessão do dia 5 de agosto. 

O grupo é formado pelos vereadores Jairo Tamura (PL), Daniele Ziober (PP), Aílton Nantes (PP), Sônia Gimenez (PSB) e Mara Boca Aberta (PROS). No site da Câmara, a Mesa Executiva cita que se baseou no parecer da Procuradoria Juridícia para não prosseguir com a denúncia. A decisão de arquivamento é definitiva e saiu no começo de dezembro. O teor do documento ainda não foi disponibilizado publicamente. 

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Tudo aconteceu quando o Legislativo organizou um ato sobre o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio e a palavra que gerou a polêmica foi usada pela gestora municipal de Promoção da Igualdade Racial de Londrina, Maria de Fátima Beraldo, em seu discurso. 

Imagem ilustrativa da imagem Câmara arquiva pedido de cassação de vereador que ironizou linguagem neutra
|  Foto: Devanir Parra/CML
 

Ela cumprimentou as pessoas que acompanhavam a sessão com um "boa tarde a todos, a todas e a todes". Quando chegou sua vez de falar, Santão disse: "Nunca vi alguém cumprimentar um achocolatado. Eu vou me despedir então dizendo boa tarde aos 'tódis', 'nescaus' ou 'nescais', aos cafés, aos chás, derivados de leite em geral". 

O Conselho classificou a atitude do parlamentar como "racista" e protocolou o pedido de cassação. Um dos argumentos principais é que Santão teria desrespeitado o Código de Ética e Decoro Parlamentar "ao usar expressões ofensivas, discriminatórias e preconceituosas". Procurada para comentar o engavetamento do pedido, a presidente do órgão, Fiama Heloísa dos Santos, disse que não vai se manifestar por enquanto porque ainda não teve acesso aos argumentos dos vereadores. 

Para Santão, o pedido de cassação foi um exagero. "A crítica que fiz foi contundente. Algumas pessoas judicializam tudo porque foram criticadas. Quem atua nesse meio político e acha que não vai ser criticado, está bem enganado. Não ofendi ninguém. Fui irônico apenas", observou.  

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