Câmara aprova CP contra Rony e Takahashi; veja quem são os membros
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terça-feira, 17 de abril de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Com quinze votos favoráveis e quatro contrários, a CML (Câmara Municipal de Londrina) acatou, nesta terça-feira (17), a representação que pede a abertura de CP (Comissão Processante) contra os vereadores afastados Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB). A CP vai avaliar se houve quebra de decoro parlamentar pelos dois, acusados pelo Ministério Público na Operação ZR-3 de integrarem um esquema de cobrança de propina para aprovar mudanças de zoneamento para benefícios de particulares. Mesmo sob pressão de manifestantes, os vereadores Guilherme Belinati (PP), Jamil Janene (PP), Péricles Deliberador (PSC) e o suplente Emanoel Gomes (PRB) tentaram evitar a investigação contra os dois parlamentares acusados.
Aceita a denúncia, foram sorteados para compor a CP Vilson Bittencourt (PSL), João Martins (PSL) Roque Neto (PR). Chegaram a ser sorteados, mas declinaram da obrigação, Daniele Ziober (sem partido), Tio Douglas (PTB) e Guilherme Belinati.
A votação da admissibilidade da denúncia contra Takahashi e Rony durou cerca de uma hora. Gomes votou no lugar de Filipe Barros (PSL), que estava impedido por ser autor da representação. Manifestantes lotaram as galerias do Legislativo, de onde penduraram faixas cobrando posicionamento dos vereadores e de onde vaiaram as defesas dos acusados e gritavam palavras de ordem. Acatada a representação, deixaram o prédio sem falar com a imprensa.
Eles acompanharam o desenrolar da votação depois de denunciarem ao MP um suposto acordo para barrar a CP, em troca de indicações de cargos no Executivo. A denúncia foi feita por membros do Movimento Popular de Combate à Corrupção "Por Amor a Londrina", na tarde desta segunda (16). Roque Neto, João Martins e Jairo Tamura (PR), além do suplente Emanoel Gomes foram chamados a dar explicações ao MP nesta manhã, quando negaram o acordo.
Dos quatro ouvidos, entretanto, apenas o suplente votou contra a CP. Ele teve a mulher nomeada recentemente para um cargo comissionado na administração de Marcelo Belinati (PP). Os outros votos contrários partiram de dois pepistas (Jamil e Guilherme) e do líder do governo na Câmara (Deliberador).
(Colaborou Vitor Struck)


