O ato pró-governo Jair Bolsonaro (PSL) em Londrina na tarde deste domingo (26) pediu a reforma da Previdência, apoio ao pacote anticrime e fez críticas aos políticos do "centrão" e ao STF (Supremo Tribunal Federal). Vestidos de verde e amarelo, os manifestantes se reuniram na rotatória em frente ao colégio Vicente Rijo (centro) e seguiram pela avenida Higienópolis até a Praça da Bandeira, no calçadão.

Em Londrina, os organizadores do ato chegaram a mencionar 40 mil pessoas nas ruas. Mas segundo estimativa da Polícia Militar foram aproximadamente 10 mil pessoas. Ainda na rotatória da Higienópolis e JK os manifestantes fizeram uma oração e cantaram o hino nacional. Já no caminho para o calçadão gritavam palavras de ordem contra o STF e os políticos do centrão.

O deputado federal Filipe Barros (PSL) estava no protesto na Avenida Paulista, em São Paulo e gravou mensagem de apoio retransmitida de um carro de som. Líderes do movimento Direita Paraná e apoiadores de Bolsonaro coordenavam o ato.

Outro tema que ganhou espaço no protesto foi a retirada do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras ) das mãos do ministro da Justiça, Sergio Moro. Alguns apoiadores de Bolsonaro carregavam cartazes em apoio à MP (Medida Provisória) 870 que tratava da diminuição de ministérios, mas que impôs derrota de Moro. Os deputados retiraram o Coaf do Ministério da Justiça e Segurança Pública, transferindo o órgão ao Ministério da Economia na última semana.

"O Congresso tem hoje políticos interessados nas reformas. Mas um grupo ainda insiste na velha política do toma lá da cá. Esses medidas são necessárias para o país andar para frente. E nós não podemos ficar reféns dessa gente tão retrógrada", disse o engenheiro agrônomo, Walter Meirelles.

Para o comerciante Eduardo Miranda, a pressão dos manifestantes também é para cobrar reformas. "Esse ato é super importante para mudança do Brasil. O Bolsonaro colocou uma realidade nova. Chega de conchavo político, chega de pagar bônus para deputado aprovar projeto. Precisamos de um país moderno e de desenvolvimento."

A dona de casa Arline Silva também engrossou o coro contra os parlamentares . "Votamos em deputados e senadores que estão lá contra o país que não deixa ele (Bolsonaro) trabalhar."

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