Em Curitiba, a manifestação de simpatizantes do governo Jair Bolsonaro (PSL) lotou a Praça Santos Andrade, na região central. O ato começou por volta das 15h, mas já havia concentração de pessoas antes deste horário.

Os manifestantes empunham faixas com críticas à Câmara e ao Senado Federal e ao STF (Supremo Tribunal Federal). Também fazem apologia à reforma da previdência do ministro Paulo Guedes (Economia) e do pacote anticrimes de Sérgio Moro (Justiça), em tramitação no Congresso Nacional.

Eles ainda arrancaram uma faixa que dizia "Em defesa da educação", afixada no prédio da UFPR (Universidade Federal do Paraná) da Santos Andrade e, no lugar, colocaram duas: "Olavo tem razão" e "Lava Jato Nós Apoiamos".


Antes de sair em direção à Praça Zacarias, no centro de Curitiba, perto das 16h, o público rezou o pai nosso e cantou o hino nacional. A ideia inicial seria estender o protesto até a Boca Maldita, mas, por orientação da PM, os manifestantes acabaram encerrando o ato na Zacarias.

O ato foi organizado pela Frente Conservadora do Paraná, que reúne diferentes grupos de direita, como Movimento contra a Corrupção, Nova República e Mais Brasil Eu Acredito. Parlamentares ligados a Bolsonaro também estiveram presentes.

JORNALISTAS AGREDIDOS

O Sindicato dos Jornalistas do Paraná, encaminhou nota informando que três jornalistas foram agredidos e impedidos de cobrir a manifestação. "Os repórteres da Gazeta do Povo, do jornal Bem Paraná, e do Plural foram impedidos de cumprirem com sua função, de informar a sociedade, com socos, empurrões e palavrões de manifestantes. Num ato que se autodefine como democrático, é no mínimo incoerente que a democracia seja violada com práticas de violência contra quem está ali para relatar a manifestação" diz a nota.

O sindicato frisou ainda que "repudia veementemente a violência contra jornalistas, profissionais responsáveis pela fiscalização da democracia. É preciso identificar os responsáveis pelas ações e punir com o rigor da lei. "

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