Imagem ilustrativa da imagem Após salvo-conduto, Beto Richa deixa Complexo Médico Penal na RMC
| Foto: Arnaldo Alves / ANPr



O ex-governador Beto Richa (PSDB) deixou o Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Londrina, por volta das 10h10 desta sexta-feira (1º), uma semana após ser preso preventivamente, na sexta-feira (25) a pedido da força-tarefa da Lava Jato, por suspeita de interferência na investigação da Operação Integração 2. Beto conseguiu habeas corpus concedido pelo presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio de Noronha, na noite desta quinta (31).

A liminar concedida pelo ministro também dá salvo conduto a ele e ao irmão, Pepe Richa, ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, contra eventuais novas prisões no âmbito da Operação Integração 2, "exceto se demonstrada, concretamente, a presença de algum dos fundamentos admitidos pela legislação processual para a decretação de tal medida".

Após ser preso preventivamente, o ex-governador foi levado para o Batalhão de Polícia Montada Coronel Dulcídio, da Polícia Militar, em Curitiba, onde permaneceu até a quinta, quando foi transferido para o Complexo Médico Penal.

Beto é acusado com o irmão e outras 31 pessoas relacionadas às concessionárias de pedágio do Paraná por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa. Segundo a força-tarefa da Lava Jato. todos fazem parte de um esquema de pagamentos de propina praticados com dinheiro desviado por meio de supressão de obras rodoviárias e aumentos das tarifas.

A prisão ocorreu após a descoberta de que três imóveis pertencentes ao filho do ex-governador teriam sido usados para lavagem de dinheiro durante as transações imobiliárias. O contador Dirceu Pupo, operador financeiro de Beto, teria se encontrado com uma das testemunhas para pedir que mudasse seu depoimento em relação aos valores da transação. Pupo também foi preso na sexta-feira passada.

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