O vereador Antônio Amaral (PSD), que era pré-candidato a deputado estadual, confirmou à FOLHA que desistiu de concorrer e irá se concentrar em seu mandato na CML (Câmara Municipal de Londrina). Nos últimos meses, ele vinha construindo uma candidatura e era cotado para ocupar o espaço deixado pelo prefeito Tiago Amaral (PSD), que exerceu o cargo de deputado estadual até o final de 2024.

A ata da convenção estadual do PSD, realizada em 25 de julho, traz o nome de Antônio Amaral na chapa de candidatos à Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), mas ele deverá ser substituído.

“Eu acabei tomando a decisão de não disputar as eleições, apesar de ter feito essa construção ao longo do tempo. Eu entendo a necessidade de cumprir meu mandato”, afirmou Antônio, que também citou “questões familiares” para abrir mão da disputa. “Comuniquei o partido recentemente, conversei com meus apoiadores e tomo essa decisão agora. É irreversível.”

O vereador também disse que ainda não está definido quem será apoiado por seu grupo político.

CENÁRIO NA CML

Com a decisão de Antônio, apenas cinco dos 19 vereadores de Londrina devem concorrer em outubro: Anne Moraes (Avante), Giovani Mattos (Avante), Deivid Wisley (Novo), Jessicão (PL) e Lenir de Assis (PT). É uma redução considerável em comparação com 2022, quando 13 parlamentares disputaram uma vaga de deputado.

Para o analista político Elve Cenci, apesar do número menor de candidatos, a tendência é que Londrina tenha nomes mais competitivos. “No passado, a conduta de muitos vereadores era lançar-se para uma vaga de deputado com a intenção de fazer campanha e ganhar visibilidade para a eleição seguinte para vereador. Com isso, os votos acabavam diluídos, e Londrina ficava subrepresentada”, afirmou Cenci.

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