Imagem ilustrativa da imagem 'Abandonada' por aliados, Cida defende saída de Beto Richa da sua coligação
| Foto: Saulo Ohara/Folha de Londrina



Sentindo-se abandonada pelo PSDB na corrida eleitoral ao Palácio do Iguaçu, a governadora Cida Borghetti (PP), que tenta a reeleição, defendeu a retirada da candidatura do ex-governador Beto Richa (PSDB) ao Senado. A candidata disse que recomendou a saída de Beto da coligação pela qual ela também concorre em entrevista coletiva na Acit (Associação Comercial e Empresarial de Toledo), nesta segunda-feira (17). O pedido veio após a prisão do tucano e de vários ex-secretários de seu governo pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), na semana passada, por suspeita de integrarem um esquema de corrupção descrito na Operação Rádio Patrulha.

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Ex-vice-governadora do segundo mandato de Beto, Cida considera que a desistência da candidatura do tucano permitiria total dedicação à sua defesa. Para a candidata, a operação do Gaeco e a divulgação das gravações dos diálogos de Beto tornaram a situação "insustentável". Ao citar a "Rádio Patrulha", operação que apura fraudes em licitações na execução do programa Patrulha do Campo, Cida frisa que os fatos referem-se ao primeiro mandato de Beto como governador, quando ela era deputada federal.

Ao ser questionada se ela continuará contando com o apoio de Beto em sua campanha, ela diz apenas que ele está "na mesma coligação" e que não terá atos ao lado do tucano.

Sem apoio

Em nota oficial, a equipe da candidata afirma que tucanos paranaenses, como o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, o ex-chefe da Casa Civil e deputado federal Valdir Rossoni, apoiam abertamente a candidatura de Ratinho Jr (PSD), principal adversário da governadora no pleito deste ano.

Além disso, a equipe de campanha da governadora ressalta que o próprio Beto faz campanha sem assumir apoio a Cida ao governo. "Não há, portanto, razão para que a coligação continue a atender o PSDB, já que sua maioria não apoia Cida, a candidata da coligação", diz a nota oficial da campanha da governadora.

A assessoria de Beto afirmou que a candidatura do tucano é "irreversível", mas não respondeu se ele apoia a candidatura de sua ex-vice.

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