Com o retorno dos trabalhos, na segunda-feira (2), do STF (Supremo Tribunal Federal), do Congresso e dos legislativos municipais e estaduais, o Brasil retoma oficialmente a lida nas principais casas que sustem a democracia após o período de recesso. Não se trata de cumprir calendário, mas em um ano eleitoral, o funcionamento pleno, responsável e harmônico dessas instâncias ganha peso redobrado.

No STF, o ano judiciário de 2026 começou com o acompanhamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de outras autoridades.

O ministro Edson Fachin, presidente da Corte, fez o tradicional pronunciamento de abertura dos trabalhos afirmando que o momento do país e do STF é de "ponderações e autocorreção" e reafirmou que a elaboração de um Código de Ética para o Tribunal é um compromisso da sua gestão.

O presidente do Supremo vem defendendo a criação do Código nos últimos dias após críticas de várias instâncias da sociedade sobre a conduta do ministro Dias Toffoli à frente das investigações de fraudes do Banco Master.

Os primeiros julgamentos do plenário em 2026 estão previstos para começar na quarta-feira (4), quando os ministros devem analisar a validade de regras do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para limitar o uso das redes sociais por juízes de todo o país.

Na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), nesta segunda-feira, o Governo do Paraná apresentou um balanço com as principais ações realizadas pelo Poder Executivo em 2025 e os objetivos a serem alcançados em 2026.

O relatório foi entregue pelo chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, representando o governador Ratinho Junior, ao presidente da Alep, deputado Alexandre Curi, durante a abertura do ano legislativo.

Em Londrina, a Câmara Municipal dará início oficialmente ao ano legislativo com sessão ordinária nesta terça-feira (3), quando serão analisadas três matérias que tratam de temas ligados à valorização do servidor público, fiscalização ambiental e gestão adequada de resíduos orgânicos no município.

O bom funcionamento das instituições é, sobretudo, um antídoto contra a radicalização e a desinformação. Quando os Poderes cumprem seus papéis com transparência, respeito mútuo e compromisso público, fortalecem a democracia e reduzem espaços para soluções fora da legalidade. Em 2026, mais do que nunca, o eleitor precisará distinguir propostas de ruídos, projetos de poder de projetos de país.

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