Os bons tempos na publicidade sempre estão por vir. O resto é saudades.
São raros os exemplos atuais de publicidade que nos surpreendem, emocionam, nos fazem sorrir ou chorar
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sexta-feira, 22 de agosto de 2025
São raros os exemplos atuais de publicidade que nos surpreendem, emocionam, nos fazem sorrir ou chorar
Na vida, sentimos saudade do que vivemos, de quem conhecemos, dos momentos que compartilhamos. Isso é saudável.
Para muitos, a vida passada era melhor, as gerações anteriores eram mais capazes, a publicidade que se fazia era quase perfeita — e até a televisão era mais bem-feita. Isso é saudosismo.
Todos nós conhecemos um tio, uma avó ou mesmo um amigo que vive declamando juras de amor ao que já passou. Para eles, tudo era bom e melhor "naquele tempo": tudo fazia mais sentido, tudo tinha mais sabor. Sempre que ouço esse tipo de discurso (sim, conheço algumas pessoas assim), tenho a sensação de que a vida seguiu seu curso... e elas se recusaram a continuar a jornada.
É natural sentirmos saudade de muitas coisas do passado — assim como, no futuro, sentiremos saudade do que estamos vivendo agora. Esse é o ciclo natural da vida. Na publicidade, não é diferente.
Talvez estejamos vivendo um vácuo criativo. Há muitos bons profissionais e clientes promissores, mas o que se cria e veicula está, na maioria das vezes, preso ao intervalo entre o medíocre e o pós-medíocre. São raros os exemplos atuais de publicidade que nos surpreendem, emocionam, nos fazem sorrir ou chorar. Mas eles existem. Se ainda não viu, assista ao filme do Boticário para o Dia das Mães (“Tormenta”) ou ao filme “Carta”, da Coca-Cola, para o Natal de 2020.
Quem gosta de publicidade sente saudade dos anos 70, 80 e 90 — épocas em que campanhas como essas surgiam todos os meses. E talvez essa seja a grande diferença: ainda existe publicidade de altíssima qualidade hoje em dia — o que mudou foi a intensidade e a frequência com que ela aparece.
Há explicações para isso: a adoção do algoritmo como guia criativo mais pragmático; a necessidade de rapidez para testes A/B; a volatilidade, a falta de atenção e de tempo do consumidor multitela; o uso indiscriminado da Inteligência Artificial (ou você acha que a I.A. faria um dos dois filmes que citei acima?) e até mesmo o receio dos clientes em correrem riscos e buscarem o novo, o disruptivo, o diferente.
Não sou saudosista a ponto de dizer que a publicidade do passado era melhor ou superior. Acredito apenas que o mercado, os clientes e a comunicação precisaram se transformar e se adaptar ao presente.
Mas que eu sinto saudade do que via nos intervalos comerciais da TV aberta... ah, isso eu sinto mesmo.
Marlon Muraro, professor do Centro de Comunicação e Letras (CCL) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).
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Consequência de nossas escolhas
Por um lado temos uma direita, quer dizer, alguns que se apossaram da direita, que recorrem a outros países para se defender de seus malefícios ou ilegalidades que cometem, com receio da justiça interna. Por outro, temos um presidente de esquerda com receio de enfrentar o topetudo para defender seu país. Achando que ser presidente é só glórias, viagens para o exterior, flores e bons hotéis, se esquecendo que ele é o presidente nos momentos bons e também nos momentos ruins.
Ele tem que enfrentar qualquer desafio, quando os interesses de seu país estão em jogo. Ele foi eleito para isso.
Agora, por interesse político ou por medo, deixa o povo e nossa economia à mercê da sorte e da imbecilidade de governos estrangeiros.
Pobre Brasil....
Jose Cezar Vidotti (economista) Londrina.
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