O caso do Incêndio na Boate Kiss, uma tragédia que matou 200 pessoas no Rio Grande do Sul, deve viver na memória do país como um alerta permanente. O risco do esquecimento pode significar a repetição de erros evitáveis.

Nesta semana, o CBMPR (Corpo de Bombeiros Militar do Paraná) lembrou a importância da orientação à população sobre emergências em locais com grandes públicos de grande concentração de pessoas, como foi o caso da Boate Kiss.

Casas noturnas, cinemas e teatros exigem atenção redobrada para a segurança. Situações de incêndio ou pânico nesses ambientes podem evoluir rapidamente, dificultando a evacuação e colocando vidas em risco.

Antes mesmo desta ocorrência, o Paraná já adotava regras rigorosas para edificações com grande concentração de público, com o Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico.

Os proprietários e responsáveis pelo uso das edificações devem garantir que os estabelecimentos estejam adequados às exigências previstas na legislação, desde a fase de projeto até o funcionamento. Isso inclui a execução das medidas de segurança, como dimensionamento das saídas de emergência, instalação de sistemas de prevenção e combate a incêndio, respeitando também a capacidade máxima de público.

Somada à adequação inicial, é responsabilidade dos proprietários assegurar a manutenção contínua de todos os sistemas de segurança, como extintores, hidrantes, sinalização e iluminação de emergência, mantendo-os sempre desobstruídos e em pleno funcionamento.

Entre as irregularidades mais comuns em edificações observadas pelo Corpo de Bombeiros estão as saídas de emergência obstruídas ou até mesmo trancadas, além de equipamentos de combate a incêndio, como extintores e hidrantes, bloqueados por objetos ou móveis.

Além das obrigações dos empresários e poder público, há um componente coletivo que precisa ser levado em conta. Frequentadores de espaços de uso comum também precisam adotar uma postura preventiva. Poucos observam saídas de emergência, verificam condições do ambiente ou questionam situações de risco. Essa ausência de consciência contribui, ainda que indiretamente, para a manutenção de práticas negligentes. Uma cultura de prevenção se constrói com normas e participação ativa da sociedade.

Obrigado por ler a FOLHA!

mockup