O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, elaborado pela ONG Todos Pela Educação, trouxe um dado que merece atenção: o Paraná é hoje o Estado com maior proporção de escolas equipadas com laboratórios de ciências. São 77,1% das unidades dos anos finais do ensino fundamental e 83,5% das de ensino médio, índices muito acima da média nacional, que não ultrapassa a metade das escolas.

No cenário nacional, o Distrito Federal é o segundo colocado nos anos finais do fundamental (59,9%), seguido do Espírito Santo (47,9%). No ensino médio, o Rio Grande do Sul aparece na vice-liderança (83,3%), com o Distrito Federal em terceiro lugar (82%).

Quando se consideram apenas as escolas públicas, os resultados do Paraná continuam acima da média. No ensino fundamental II, 71,8% das escolas estaduais têm laboratórios de ciências, contra 20,3% no Brasil e 43,6% na região Sul. Em seguida aparecem Espírito Santo (38,9%) e Rio Grande do Sul (35,1%). Já no ensino médio, o Paraná conta com 81,6% de cobertura, ficando atrás apenas do Ceará (88,4%) e à frente do Rio Grande do Sul (80,2%), enquanto a média nacional é de 46,9%.

É um resultado muito positivo para o Paraná porque revela que ao garantir espaços para experimentação científica, o Estado amplia a capacidade de seus estudantes de compreender conceitos abstratos e desenvolver habilidades essenciais em áreas estratégicas como ciência e tecnologia.

Segundo o governo estadual, os laboratórios são utilizados principalmente nas aulas de ciências, no ensino fundamental II, e de biologia, física e química, no ensino médio. Neles, os estudantes podem observar fenômenos, manipular materiais, realizar experiências e comprovar na prática conceitos aprendidos em sala de aula.

São espaços que despertam a curiosidade científica, estimulam o raciocínio lógico e incentivam o trabalho em grupo.

Que o exemplo paranaense possa inspirar outros estados. O contraste entre os índices do Paraná e a média nacional chama atenção: se apenas um quarto das escolas brasileiras dispõe de laboratórios de ciências no ensino fundamental, milhões de alunos seguem privados de uma ferramenta pedagógica decisiva e importantíssima.

A educação de qualidade exige compromisso estrutural e políticas de longo prazo.

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