'Indústria sem chaminé', o turismo cresce no Paraná
O 'boom' do turismo remete à consolidação de um segmento que se destaca com números de encher os olhos e também os bolsos dos paranaenses
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sexta-feira, 31 de outubro de 2025
O 'boom' do turismo remete à consolidação de um segmento que se destaca com números de encher os olhos e também os bolsos dos paranaenses
É um privilégio um estado ter um local turístico considerado Uma das Sete Maravilhas Mundiais da Natureza, e o Paraná tem. O espetáculo das Cataratas do Iguaçu já deixou muitos estrangeiros de queixo caído e ainda serviu de combustível para alimentar a imaginação das pessoas.
Diz a lenda, que a primeira-dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt, em visita ao Brasil em 1944, teria ido à Foz do Iguaçu, e ao ver as Cataratas exclamou: "Poor Niagara!", fazendo uma comparação do esplendor das águas do rio Iguaçu com as cataratas que ficam na fronteira entre os EUA e o Canadá. De fato, não há nenhuma comprovação de que a ex-primeira-dama esteve nas Cataratas. Mas não é lenda que a beleza do local atrai milhares de turistas brasileiros e estrangeiros durante todo o ano.
Atualmente, o 'boom' do turismo remete à consolidação de um segmento que se destaca com números de encher os olhos e também os bolsos de muitos paranaenses. Em 2024, das 19,9 milhões de viagens domésticas computadas no país, mais de 1,25 milhão foram para o Paraná, uma alta de 9,1% sobre o ano anterior, quando 1,14 milhão de turistas circularam pelo estado. Os números são da PNAD Contínua, pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizada em parceria com o Ministério do Turismo e divulgada no início de outubro. Isso significa um crescimento de 7,2%, em 2024, o dobro da média nacional de 3,5%. Esses indicativos representam mais empregos, mais renda, mais investimentos no setor hoteleiro, de transporte, da gastronomia e do comércio.
E nem só de cascatas vive o turismo paranaense. As chamadas UCs - Unidades de Conservação - também são um atrativo. A Ilha do Mel - que pertence ao município de Paranaguá (Litoral) recebeu, em 2024, cerca de 140 mil pessoas, destacando-se dentro do segmento do turismo ecológico que ostenta números consideráveis, como mostra a reportagem da FOLHA nesta edição. Outro segmento promissor é o turismo religioso que atrai multidões aos Campos Gerais e ao Norte Pioneiro, seja pelo Caminho de São Miguel Arcanjo, em Prudentópolis (Centro), ou Itaipulândia (Oeste), onde o monumento de Nossa Senhora Aparecida atraiu, neste ano, mais de 120 mil romeiros para as comemorações do Dia da Padroeira.
Já em Londrina, o turismo de negócios e o turismo de saúde superam o de lazer, e a ocupação dos hotéis é maior fora do período de férias. Uma coisa a se reconsiderar numa cidade onde não faltam cartões-postais que já vêm merecendo tratamento especial pelos órgãos municipais e estaduais, como o Parque Arthur Thomas e o Jardim Botânico.
Só no ano passado, os estrangeiros injetaram cerca de R$ 5,8 bilhões no turismo paranaense e Londrina, como todo o Norte do estado, deve se projetar para merecer um pedaço maior deste bolo, podendo conquistar viajantes com suas terras férteis, belezas naturais e horizontes a se perder de vista. Além de continuar oferecendo serviços de primeiro mundo, como os de saúde.
Obrigada por ler a FOLHA!





