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Londrina

Opinião

m de leitura Atualizado em 22/02/2022, 15:58

EDITORIAL - Covid e carnaval

Estamos melhores agora do que no ano passado. Mas ainda não é possível abrir a guarda.

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Folha de Londrina
AUTOR autor do artigo

Foto: istock
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No Brasil, o carnaval precisa ser analisado sob diferentes aspectos: cultura, entretenimento, turismo e, claro, sobre a questão econômica. 

É nítido que em algumas cidades, o impacto econômico do carnaval é importante, como é o caso do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Paulo. Com forte vocação para o turismo, os quatro dias de folia representam enorme riqueza para os cofres públicos e para o setor de entretenimento e lazer. 

Mas não podemos subestimar o poder que o reinado de Momo exerce sobre cidades com menor vocação turística. Tem sempre uma loja que vende fantasias, aviamentos, tecidos e  artigos para festas que vão fazer a alegria dos foliões em clubes ou mesmo nas praças e ruas. Sem falar nos supermercados, restaurantes e bares que vendem mais nessa época do ano. 

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Uma pesquisa realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) referente a 2018 mostrou que o carnaval criou na cidade do Rio de Janeiro 70 mil postos de trabalho e arrecadação de impostos de R$ 179 milhões naquele ano, sendo R$ 77 milhões para o ISS do Rio. 

Entre os turistas que o município do Rio recebeu, 88% eram brasileiros que tiveram uma permanência de seis dias e gastando por dia uma média de R$ 280,00. Enquanto os estrangeiros ficaram sete dias e gastaram uma média de R$ 334,00. 

A pandemia do coronavírus mudou tudo nos últimos dois anos. Mas, mesmo sem folia nas ruas, em 2022, o carnaval deve movimentar R$ 6,4 bilhões pelo país. No Paraná, a Fecomércio aposta que o feriadão deve atrair grande fluxo de turistas para o Litoral do Estado. 

Com a maior parte da população vacinada, o movimento nas praias deve ser maior do que o percebido em 2021. No carnaval do ano passado, muitas prefeituras e associações que representam os trabalhadores da economia criativa se movimentaram para realizar eventos virtuais na tentativa de mitigar o prejuízo entre aqueles que dependem do carnaval para sobreviver. Mas, em 2022, repetir as festas e shows online não parece atrair mais o interesse do público. 

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|  Foto: istock
 

Os desfiles e bailes de carnaval foram suspensos devido à Covid-19, porém a vacinação abriu uma brecha para pelo menos viajar e aproveitar o feriadão. Estamos melhores agora do que no ano passado. Mas ainda não é possível abrir a guarda. Uso de máscaras, álcool em gel, evitar aglomerações, não ir a festas clandestinas e preferir locais abertos são cuidados básicos para seguir agora se quisermos ter a chance de aproveitar um carnaval de verdade, em 2023. 

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Foto: iStock

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