Adaptar a saúde para enfrentar as mudanças climáticas
As prioridades do AdaptaSUS consideram previsão do tempo, histórico de eventos, vulnerabilidades socioambientais e populacionais
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
As prioridades do AdaptaSUS consideram previsão do tempo, histórico de eventos, vulnerabilidades socioambientais e populacionais
Folha de Londrina 
Enchentes, ondas de calor muito fortes e surtos de doenças infecciosas são alguns dos impactos das mudanças climáticas que representam ameaças à saúde pública neste século 21. São problemas que atingem com mais força a população de baixa renda e o Brasil vem colecionando exemplos de como eventos extremos do clima ameaçam a sobrevivência da população, dos animais e da economia.
A ocorrência de um super El Niño nos próximos meses motivou o Ministério da Saúde a se antecipar aos riscos à saúde pública e preparar o SUS (Sistema Único de Saúde) por territórios, com R$ 9,8 bilhões em investimentos para a resiliência climática e planejamento até 2035. As prioridades do AdaptaSUS consideram previsão do tempo, histórico de eventos, vulnerabilidades socioambientais e populacionais, localização de comunidades mais expostas, capacidade de resposta dos serviços e risco de interrupção da assistência.
Na última quarta-feira (16), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, detalhou, durante coletiva de imprensa, a preparação por região do País. O El Niño é um dos fenômenos climáticos de maior impacto na Terra devido a sua capacidade de alterar a circulação atmosférica global. O pico do fenômeno será entre novembro e janeiro no Brasil, quando a temperatura da superfície do mar deve ficar 2,9°C acima da média.
Desta forma, o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) prevê chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que aumenta a probabilidade de temporais severos, enxurradas, granizo, raios, cheias repentinas, saturação do solo e movimentos de massa no Paraná.
Certos perigos do El Niño são potencializados em todas as regiões do país, como o aumento de acidentes, lesões, sofrimento psicossocial e agravamento de condições crônicas, além da ampliação de casos de dengue, chikungunya e doenças respiratórias, cardiovasculares, relacionadas ao calor e hídricas.
A região Sul é a única que deverá ser impactada com chuvas intensas, temporais e inundações durante a janela crítica do El Niño. O cenário esperado para as demais é de seca e calor,
Diante de um cenário climático cada vez mais extremo, é importante antecipar riscos e fortalecer o SUS. Planejamento, prevenção e resposta rápida serão decisivos para reduzir impactos e preservar a saúde da população.
Obrigado por ler a FOLHA!


