London Bridge, um dos locais onde ocorreram os ataques: a partir de agora, polícia britânica vai incluir mais medidas de segurança nas pontes de Londres
London Bridge, um dos locais onde ocorreram os ataques: a partir de agora, polícia britânica vai incluir mais medidas de segurança nas pontes de Londres | Foto: Chris J. Ratcliffe/ AFP



Londres – O grupo jihadista Estado Islâmico (EI), assumiu no domingo (4) o atentado terrorista ocorrido em Londres no sábado e que deixou 10 mortos, incluindo três agressores, e 48 feridos. Segundo a Amaq, agência ligada ao grupo terrorista, o EL confirmou que uma unidade de seus combatentes de segurança realizou o atentado. Doze pessoas foram detidas no domingo (5) como parte da investigação e que a primeira-ministra britânica Theresa May já havia atribuído ao extremismo islâmico. Fontes médicas informaram que 21 das 48 pessoas feridas no atentado se encontram em estado "crítico" e 12 já deixaram o hospital.

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Agentes da unidade antiterrorista da Polícia Metropolitana realizaram a detenção de "12 pessoas no bairro de Barking, zona leste de Londres, em conexão com os incidentes da noite passada na London Bridge e na área do Borough Market", anunciou a polícia. As operações prosseguiam neste bairro modesto do leste de Londres. De acordo com o canal Sky News, a residência de um dos três autores do atentado foi alvo de uma operação de busca.

Três homens atropelaram com uma van os transeuntes na famosa London Bridge, antes de descer do veículo e esfaquear várias pessoas no Borough Market, em uma área de bares e restaurantes ao redor do mercado.A polícia matou os três homens apenas oito minutos depois de receber o alerta sobre o incidente. Até o momento as identidades dos criminosos não foram divulgadas.

Mulher chora ao levar flores à London Bridge depois dos ataques
Mulher chora ao levar flores à London Bridge depois dos ataques | Foto: Daniel Leal- Olivas/ AFP



"Oito oficiais deram 50 tiros", afirmou à imprensa Mark Rowley, comandante da unidade antiterrorista da Scotland Yard que considerou a quantidade como "sem precedentes" e anunciou que, a partir de agora, "haverá mais medidas físicas de segurança nas pontes de Londres, com o objetivo de proteger os cidadãos."

Entre os sete mortos está um canadense, revelou o primeiro-ministro Justin Trudeau, e um francês, disse posteriormente o ministro das Relações Exteriores da França, Jean Yves Le Drian. Entre os feridos estão sete franceses, um espanhol com ferimentos leves e um australiano, de acordo com seus respectivos governos.

Após uma reunião extraordinária de seu comitê de segurança, May disse que o país enfrenta "uma nova forma de ameaça", na qual os autores dos atentados "copiam uns aos outros" e se inspiram em "uma ideologia do mal do extremismo islâmico".

"O terrorismo alimenta o terrorismo e os autores passam ao ato não com base em complôs cuidadosamente preparados, e sim porque copiam uns aos outros utilizando os meios mais ordinários", disse May em Downing Street após a reunião.

Vencer a ideologia islamita "é um dos grandes desafios do nosso tempo", completou, antes de ressaltar que a resposta não deve ser apenas realizar operações antiterroristas continuamente, e sim levá-la ao terreno das ideias e a internet "para evitar a propagação".


Oito minutos infernais

Quase todos os partidos suspenderam a campanha no domingo, mas ela continuará nesta segunda-feira (5) e as eleições gerais acontecerão como estava previsto na quinta-feira, 8 de junho", disse May.

Este foi o terceiro atentado no Reino Unido em menos de três meses, após o que deixou 22 mortos em Manchester no dia 22 de maio, ao final de um show da cantora Ariana Grande, e do ataque de 22 de março perto do Parlamento, quando um homem atropelou as pessoas que caminhavam pela ponte de Westminster e depois esfaqueou um policial, com um balanço de cinco mortos.

Borough Market: outro local que sofreu ataque, no qual terroristas também esfaquearam pessoas na noite de sábado
Borough Market: outro local que sofreu ataque, no qual terroristas também esfaquearam pessoas na noite de sábado | Foto: Chris J. Ratcliffe/ AFP



"Às 22H08 (18H08 de Brasília) de sábado começamos a receber avisos de que um veículo havia atropelado transeuntes na London Bridge", disse um porta-voz da polícia. "O veículo prosseguiu da London Bridge para Borough Market. Os suspeitos o abandonaram e esfaquearam várias pessoas", acrescentou a mesma fonte.

"Policiais armados responderam rapidamente e de forma corajosa, enfrentando os três suspeitos, que foram atingidos por tiros e morreram", explicou o porta-voz.

Policiais fortemente armados nas imediações do Borough Market
Policiais fortemente armados nas imediações do Borough Market | Foto: Chris J. Ratcliffe/ AFP


A morte dos suspeitos aconteceu "em oito minutos" desde que a Polícia recebeu o alerta do incidente, elogiou a mesma fonte. Gerard Vowls, de 47 anos, que estava assistindo a final da Champions League no pub Ship, afirmou ao jornal The Guardian que viu o momento em que esfaquearam uma mulher de 10 a 15 vezes."Ela dizia 'me ajuda', 'me ajuda', e não pude fazer nada", lamentou.

Vowls jogou cadeiras, vasos e garrafas na direção dos agressores para tentar afastá-los da mulher."Eles voltaram para tentar me esfaquear. Quero saber se a mulher está bem. Estou chorando há uma hora e meia, dando voltas, não sei o que fazer", disse, muito abalado.
Outra testemunha, Alex Shellum, disse à BBC que estava em um bar na London Bridge com amigos quando "uma mulher ferida entrou e pediu ajuda". "Ela sangrava muito no pescoço, parecia que haviam cortado o seu pescoço. As pessoas tentaram estancar a hemorragia".

(Com informações da agência EFE e BBC)

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