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m de leitura Atualizado em 22/02/2022, 17:32

Biden diz que Rússia perderá acesso a empréstimos no Ocidente

As novas sanções da Casa Branca vieram depois de Putin reconhecer os rebeldes das províncias de Lugansk e Donetsk

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Rafael Balago – Folhapress
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Washington - O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou novas sanções contra a Rússia nesta terça (22), em resposta às ações do presidente Vladimir Putin contra a Ucrânia. 

Brendan Smialowski/AFP 

Biden disse que mais sanções devem ser anunciadas nos próximos dias, e que elas serão voltadas à elite da Rússia, por suas ligações com o Kremlin Brendan Smialowski/AFP 

Biden disse que mais sanções devem ser anunciadas nos próximos dias, e que elas serão voltadas à elite da Rússia, por suas ligações com o Kremlin
Brendan Smialowski/AFP Biden disse que mais sanções devem ser anunciadas nos próximos dias, e que elas serão voltadas à elite da Rússia, por suas ligações com o Kremlin |  Foto: Brendan Smialowski/AFP
 

 Biden disse que a nova rodada de medidas fará com que o governo russo não poderá mais fazer transações financeiras envolvendo títulos de sua dívida com empresas dos EUA e da Europa. 

 "Estamos implantando sanções na dívida soberana da Rússia. Isso significa que estamos cortando o governo russo das finanças ocidentais. Ele não poderá mais levantar dinheiro no Ocidente e não poderá negociar seus títulos em nossos mercados e em mercados europeus", discursou Biden, na Casa Branca. 

 Biden disse que mais sanções devem ser anunciadas nos próximos dias, e que elas serão voltadas à elite da Rússia, por suas ligações com o Kremlin. O democrata classificou as ações de Putin como uma violação flagrante da lei internacional. "Em nome de quem Putin acha que tem direito de declarar novos 'países' em territórios que pertencem a seus vizinhos?", questionou. 

 O presidente disse que as medidas são uma forma de defesa, e não de ataque. "Não temos intenção de lutar contra a Rússia", afirmou. Biden também disse que os canais de diálogo seguem abertos. 

 Na segunda (21), o presidente americano havia assinado uma ordem executiva para impedir cidadãos e empresas americanas de fazerem negócios com as regiões separatistas da Ucrânia, assim como a importação de produtos vindos dali. A ordem abre exceção para envio de ajuda humanitária à região. 

 Há semanas, o governo dos EUA vinha alertando sobre a iminência de uma invasão russa à Ucrânia, e buscado pressionar a Rússia a não fazer isso. No entanto, Moscou seguiu com a estratégia de pressão sobre o vizinho. 

 As novas sanções da Casa Branca vieram depois de Putin reconhecer os rebeldes das províncias de Lugansk e Donetsk, no leste da Ucrânia, e enviar tropas em apoio aos separatistas. O presidente russo anunciou a decisão em um discurso televisionado de tom duro, no qual disse que o vizinho "nunca foi um Estado verdadeiro" e hoje é uma "colônia de marionetes" dos EUA. 

 Desde novembro, Putin tem concentrado tropas em exercícios militares em torno da Ucrânia -150 mil delas, pelo menos, segundo os EUA. Negou que irá invadir o país, mas após reconhecer os territórios rebeldes determinou que tropas russas o ocupem numa missão de "força de paz". A questão é até onde estes militares irão: se ficarão apenas nas áreas já sobre controle rebelde ou se os ajudarão a conquistar mais partes da Ucrânia. Na segunda opção, isso configuraria na prática uma invasão do país vizinho. 

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 Nesta terça (22), Putin disse que não vai enviar imediatamente tropas para as duas autoproclamadas repúblicas. O movimento, no entanto, visa pressionar ainda mais Kiev a aceitar termos russos para a na região. 

 O líder russo fez exigências ao governo ucraniano durante uma entrevista coletiva em Moscou. Disse que Kiev pode ajudar a encerrar a crise se desistir de tentar aderir à Otan (aliança militar ocidental), centro público de suas queixas, e se for "desmilitarizada" - ele voltou a falar que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, quer armas nucleares, aproveitando uma fala infeliz do ucraniano sobre o tema. 

 Apesar das ações recentes, a Rússia tem dito que ainda está disposta a negociar para resolver a crise de forma pacífica. 

 Também nesta terça, a Otan fez críticas à Rússia. "Moscou continua a alimentar o conflito no leste da Ucrânia ao prover apoio financeiro e militar aos separatistas. E também está tentando encenar um pretexto para invadir a Ucrânia de novo", disse Jens Stoltenberg, secretário-geral da entidade. 

"Isso mina a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, erode os esforços em direção à resolução do conflito, e viola os Acordos de Misnk, dos quais a Rússia faz parte", acrescentou Stoltenberg, citando o compromisso que sustentava um precário cessar-fogo na região, desde 2015. 

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