O Bosque Municipal Marechal Cândido Rondon, no centro de Londrina, passou por uma limpeza intensificada nesta segunda-feira (1º), antecipando o início da execução do novo projeto da Prefeitura que almeja enfrentar a superpopulação de pombos da área. A proposta foi aprovada em votação no Consemma (Conselho Municipal do Meio Ambiente), com duração prevista de 12 meses e coordenação do professor Mário Luís Orsi, da UEL (Universidade Estadual de Londrina). Porém, a equipe da universidade ainda não recebeu retorno do órgão municipal quanto ao início da prática, aguardando informações sobre o custeio.

Uma empresa terceirizada, contratada pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), realizou poda de árvores com risco de queda, limpeza dos excrementos das aves e troca de parte da calçada - que havia quebrado. Também foram retiradas grades de escoadouros, que comportavam rejeitos, para a higienização. Servidores utilizaram máscaras e luvas durante a manutenção por conta do forte mau cheiro.

Imagem ilustrativa da imagem UEL aguarda liberação da Prefeitura para iniciar censo de pombos
| Foto: Roberto Custodio

Financiamento pendente

O projeto para reduzir a presença de pombas-amargosas (Zenaida auriculata) no centro da cidade deve durar 12 meses. A equipe da UEL, com o professor Orsi à frente, dedicará quatro meses ao levantamento populacional das aves em quatro praças da região central, com foco no entorno do Bosque Municipal, principal dormitório das aves na cidade. O custo desta etapa é estimado em R$ 68,5 mil, com a utilização de recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente. Os oitos meses seguintes terão a captura e abate humanizado como focos, usando caixas de contenção e armadilhas.

Com a aprovação do Consemma, o Município pode estudar o modelo de captação de recursos para colocar a iniciativa em prática. Mário Orsi informou que, mesmo com o veredito positivo na última semana, a equipe ainda não recebeu retorno da Prefeitura quanto ao financiamento para que a avaliação seja iniciada.

A reportagem questionou a Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) quando o grupo poderá iniciar o levantamento populacional, que irá anteceder as etapas operacionais, mas não recebeu retorno até a publicação do material. A fase dos abates precisa passar pela validação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do IAT (Instituto Água e Terra).

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