Londrina busca solução para infestação histórica de pombas
A prefeitura pretende fazer uma nova contagem das aves na região central da cidade
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sexta-feira, 15 de maio de 2026
A prefeitura pretende fazer uma nova contagem das aves na região central da cidade
Folha de Londrina 
O crescimento da população de pombas em Londrina foi registrado pela FOLHA por inúmeras reportagens ao longo das últimas décadas. Em 2006, a população era estimada em 170 mil aves; em 2013, um censo apontava mais de 400 mil. Agora, a prefeitura pretende fazer uma nova contagem das aves na região central da cidade. Um projeto realizado pela Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) foi submetido ao Consemma (Conselho Municipal do Meio Ambiente) e prevê a utilização de recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente, com custo estimado em R$ 68,5 mil.
O projeto foi elaborado pela Fauel (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual de Londrina) e a ave pesquisada será a da espécie Zenaida auriculata, conhecida popularmente como pomba-avoante, para subsidiar medidas de manejo e controle populacional.
Segundo a justificativa apresentada pela secretaria, a superpopulação da espécie em Londrina tem se tornado um problema ambiental e urbano. O documento cita riscos à saúde pública, pela possível transmissão de doenças, degradação de edificações pela corrosão causada pelas fezes das aves e prejuízos à biodiversidade local, em razão da competição com outras espécies nativas.
Para a coleta de dados, o projeto da Sema detalha como será feita a “contagem” das pombas: “As observações serão por meio de transecções, durante a atividade o observador caminhará em ritmo constante, registrando todas as detecções de pombas durante o trajeto de aproximadamente 100 metros”, diz o documento. “Paralelamente, será realizado um censo dos dormitórios em cada praça, no período do crepúsculo, contabilizando entradas das aves em intervalos de tempo pré-definidos.”
Com a estimativa de quantas pombas vivem em Londrina, a proposta da Sema é buscar apoio de cooperativas agrícolas da região para aumentar a efetividade das ações de controle. Entre as medidas previstas está o uso de caixas de contenção ou armadilhas nessas cooperativas, já que, segundo o projeto, as aves também buscam alimento em áreas rurais.
Depois da captura, o projeto prevê o “abate humanizado” das aves, a ser realizado por empresas cadastradas e com autorização do Ibama, além da destinação adequada das carcaças.
A infestação de pombas no centro de Londrina, principalmente no Bosque Central, é um problema histórico e gera reclamações recorrentes de moradores devido à sujeira e ao mau cheiro. Nos últimos anos, a Sema já tentou ações de repelência por iluminação e produto natural biológico, redução de árvores exóticas, podas para diminuir pontos de pouso e uso de ondas sonoras, mas nenhuma delas foi eficaz.
Espera-se que a nova contagem das pombas e o recente projeto da Sema represente o enfrentamento bem sucedido para um problema antigo com base em dados concretos e planejamento técnico. No entanto, o desafio vai além do simples controle populacional: exige ações contínuas, fiscalização, conscientização da população e equilíbrio entre saúde pública, preservação ambiental e bem-estar animal.
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