TJ vai decidir se absolve ou não professor que matou diretor da UENP
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segunda-feira, 04 de novembro de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná marcou para o dia 21 de novembro, a partir de 13h30, o julgamento de um recurso que pode absolver o professor Laurindo Panucci Filho, 44 anos, acusado de matar com golpes de uma machadinha Sérgio Roberto Ferreira, ex-diretor da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro). O crime aconteceu em dezembro do ano passado.

O pedido de absolvição foi protocolado pelo advogado Diego Fiori, que defende o réu. Nele, a argumentação é que o docente "agiu apenas para se defender de iminente agressão da vítima". Outras solicitações é que o TJ desclassifique a tipificação de homicídio para lesão corporal seguida de morte, o que não levaria Panucci Filho a júri popular, como já decidiu a Justiça de Cornélio, ou o afastamento das qualificadoras de meio cruel, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Três desembargadores vão participar do julgamento. A decisão a favor ou contra o professor valerá com a votação da maioria da 1ª Cãmara Criminal, no caso dois magistrados. Há possibilidade de algum deles pedir mais tempo para analisar o processo, o que atrasaria a análise judicial. "A denúncia do Ministério Público é um pouco fantasiosa. Ele (Laurindo) entrou na sala sem nenhuma intenção de matar ninguém. A machadada aconteceu porque o Sérgio veio ao encontro do réu, tanto é que (vítima) caiu no lado dele (réu). Não foi de repente, do nada. Houve uma discussão anterior", pontuou Fiori.
"Confiamos plenamente que o recurso será negado pelas provas do crime. O Ministério Público já se manifestou contra isso. É absolutamente inconsistente a argumentação de legítima defesa. A investigação demonstra o contrário", observou o advogado Marcus Leandro Alcântara Genovezi, que defende os familiares de Sérgio Ferreira.
Demissão
Em março deste ano, o governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD) demitiu Laurindo Panucci Filho do serviço público. Uma comissão processante da UENP definiu pela exoneração do servidor, que estava sem receber o salário de R$ 6,8 mil por mês desde a morte do ex-reitor.
O crime
De acordo com a Polícia Civil de Cornélio Procópio, Ferreira foi assassinado em uma das salas da universidade e recebido os golpes principalmente na cabeça. Ele foi levado até a Santa Casa do município, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O acusado fugiu logo em seguida, mas foi preso em flagrante por policiais civis em Teodoro Sampaio, interior de São Paulo. Atualmente, está preso em Londrina.


