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. | Foto: Marcos Zanutto

Representantes do Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Londrina), Metrolon (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipais) e TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) estiveram presentes em uma audiência de conciliação na 2ª Vara do Trabalho de Londrina durante toda a tarde desta quarta-feira (3), no entanto, não chegaram a um acordo. A audiência foi coordenada pelo juiz Carlos Augusto Penteado Conte. Segundo o presidente do sindicato João Batista da Silva, a greve está mantida para começar às 4h desta quinta-feira (4).

"Não chegamos a um acordo na audiência realizada hoje e teremos uma assembleia com os trabalhadores entre 8h30 e 9h de quinta-feira (4), mas a greve está mantida para começar às 4h", explica Batista.

Em nota, a assessoria da TCGL afirmou que a empresa apresentou ao sindicato dos trabalhadores uma proposta "com condições ainda melhores que a da outra empresa que já assinou o acordo coletivo". Conforme a ata de reunião, a TCGL propôs a manutenção do abono de 4% sobre o salário vigente em 31 de dezembro de 2018 ate a data de 18 de julho de 2019, término do contrato emergencial, ou até a data da assinatura do contrato de concessão, caso a empresa seja a vencedora no certame, ou renovação do contrato emergencial, o que ocorrer primeiro.

"A partir de então o percentual correspondente será incorporado ao salário e demais cláusulas econômicas, como ticket de alimentação. Fica ressalvado que não haverá incorporação do abono de 4% nas verbas rescisórias dos empregados desligados em razão do processo licitatório", diz trecho da ata. Além do abono, a TCGL também propôs a manutenção dos critérios do cálculo do PPR (Programa de Participação de Resultados) com pagamento em três parcelas, sendo a primeira de 25% no dia 10 de abril; a segunda também de 25% em 10 de junho; e a terceira de 50% em 10 de dezembro.

De acordo com o documento assinado por Conte, o sindicato vai apresentar as propostas em assembleia marcada para quinta-feira (4), devendo informar o resultado até as 14h.

A Londrisul Transportes Coletivos, que representa 15% da frota na cidade, já assinou o acordo de convenção coletiva para os trabalhadores. A TCGL é responsável por 85% da cobertura em Londrina.

"Sobre a greve, embora caiba ao trabalhador decidir sobre a oportunidade de exercer o momento adequado de realizar a greve, conforme art. 9º da CF (Constituição Federal), e não obstante os limites de competência delegado a este Juízo, entendo ser oportuno o apelo ao sindicato profissional para que melhor reflita a respeito do momento oportuno para iniciar o movimento paredista, notadamente em razão do início da Exposição Agropecuária de Londrina, prevista para o dia 05/04/2019, evento de importância nacional e de particular interesse econômico regional, cujo comprometimento seria manifesto diante da diminuição da oferta de transporte público", conclui o juiz em ata.

Diante das propostas listadas, a Metrolon e TCGL afirmaram em nota que "não há motivo algum para a categoria entrar em greve".

Em assembleia realizada na terça-feira (2), 90% dos trabalhadores filiados ao Sinttrol aprovaram a greve, segundo afirmou o presidente do sindicato à reportagem da FOLHA na terça.

Histórico

Em agosto de 2018, o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), anunciou licitação para a concessão do transporte coletivo da cidade. O contrato firmado com a Grande Londrina e Londrisul se encerrariam em 19 de janeiro deste ano, no entanto, após várias reviravoltas entre a empresa e a prefeitura, o contrato do transporte coletivo foi prorrogado e deve continuar com os serviços na cidade até julho de 2019.

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