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. | Foto: Gustavo Carneiro

Trabalhadores da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) filiados ao Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina) reforçaram o compromisso de entrar em greve na madrugada da próxima quinta-feira (4) em nova assembleia realizada na tarde desta terça-feira (2).

Segundo o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, essa foi uma assembleia que funciona como uma estratégia para os trabalhadores assumirem compromissos já aprovados na assembleia do dia 25 de março.

SAIBA COMO FOI A AUDIÊNCIA:

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"Foi realizada uma votação na qual colocamos três opções. A opção 'A' teve 602 votos, a 'B', 37 votos e a C, 23. A primeira opção dizia 'sim, assumo e apoio o que foi decidido no dia 25, vou aderir às paralisações e exijo assinatura do acordo de convenção coletiva. Na segunda opção votaram as pessoas que aprovam o que foi decidido no dia 25, mas que não irão parar de trabalhar. E na última opção votaram aquelas que não aprovam as decisões e não vão parar de trabalhar", apresenta o presidente.

Ainda segundo João Batista, quatro pessoas votaram nulo. "Somente 10% dos filiados ao sindicato não vão aderir à greve que vai valer a partir das 4h de quinta-feira", afirma. "Hoje (terça-feira) eu falei com o Wilson de Jesus (gerente de transportes da CMTU) e ele afirmou que está pressionando a TCGL para que evite a paralisação e assine o acordo de convenção coletiva", ressalta.

O presidente do Sinttrol adiantou à reportagem que na quarta-feira (3) terá uma audiência de conciliação na 2ª Vara do Trabalho em Londrina, às 14h. "Pode ser que a empresa aceite o acordo e a greve não aconteça. Vamos aguardar", diz.

O Sinttrol realizou três assembleias no dia 25 de março. Nos três períodos os trabalhadores aprovaram a greve, que estava suspensa desde 19 de dezembro de 2018. Os trabalhadores pedem reajuste de 4%, além de reajuste no vale alimentação nos planos de saúde.

Procurada pela reportagem, a assessoria da TCGL afirmou que não vai se manifestar sobre o assunto nesta terça-feira (2).

Em nota, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) afirmou que conversou com o sindicato para tratar do assunto em razão da preocupação do poder público com eventual paralisação do serviço.

Histórico

Em agosto de 2018, o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), anunciou licitação para a concessão do transporte coletivo da cidade. O contrato firmado com a Grande Londrina e Londrisul se encerrariam em 19 de janeiro deste ano, no entanto, após várias reviravoltas entre a empresa e a prefeitura, o contrato do transporte coletivo foi prorrogado e deve continuar com os serviços na cidade até julho de 2019.

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