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Londrina

Arapongas

m de leitura Atualizado em 17/08/2021, 11:39

Suspeito de ligação com jogo do bicho, ex-delegado é detido em Arapongas

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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Imagem ilustrativa da imagem Suspeito de ligação com jogo do bicho, ex-delegado é detido em Arapongas Imagem ilustrativa da imagem Suspeito de ligação com jogo do bicho, ex-delegado é detido em Arapongas
|  Foto: Ricardo Chicarelli/Arquivo Folha
 

O Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado) prendeu em Arapongas, nesta segunda-feira (16), um ex-delegado do município, por indícios de que ele faria parte de um esquema de exploração de jogos de azar. O mandado foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Arapongas, que também determinou buscas e apreensão na casa do detido, na casa de seu sócio, um ex-investigador da Polícia Civil, e no escritório de advocacia de ambos.

De acordo com o coordenador do Gaeco em Londrina, o promotor Jorge Barreto, o pedido de prisão preventiva foi feito porque, no curso das investigações, foi descoberto que o ex-delegado poderia estar escondendo documentos e aparelhos eletrônicos que confirmassem a participação dele em um esquema de proteção a exploradores do jogo do bicho.

A investigação sobre a exploração de jogo do bicho em Arapongas começou em 2020 e, no final de sua primeira fase, terminou com a prisão do então presidente da Câmara de Vereadores, Osvaldo Alves dos Santos, suspeito de ser o operador do esquema de jogo do bicho e lavagem de dinheiro.

De acordo com Jorge Barreto, documentos e equipamentos eletrônicos, como celulares e computadores, apreendidos e periciados sob mandado de busca e apreensão da Justiça, indicaram a existência de uma possível participação de agentes públicos para acobertamento das práticas ilegais ou omissões em relação ao esquema criminoso.

Com o andamento das investigações e novas apreensões em Londrina e Astorga, foi apurado que ele, sua mulher e seu sócio teriam ocultado documentos e equipamentos que poderiam confirmar a participação dele no esquema ilícito. “Com essa situação, atrapalhando a investigação dessa organização criminosa, fizemos o pedido de decretação de prisão preventiva dele”, explica Barreto.

A reportagem não conseguiu o contato da defesa do ex-delegado. Também tentou ligar no celular de seu sócio, mas estava desligado.

Nas eleições de 2020, o ex-delegado tentou uma vaga de vereador em Londrina, pelo DC, mas não se elegeu. Sua declaração de bens soma quase R$ 2,18 milhões.

Atualizada às 11h24 de 17/08/2021 para correção de informação. O coordenador do Gaeco em Londrina é o promotor Jorge Barreto e não Paulo Tavares, como citado anteriormente.