A construção do viaduto no cruzamento das avenidas Leste-Oeste e Dez de Dezembro, na zona leste de Londrina, é uma das principais obras em andamento em Londrina. De acordo com o secretário municipal de Obras e Pavimentação, João Verçosa, a intervenção é apenas mais um item de uma extensa lista. Para o prefeito Marcelo Belinati, o município hoje é um "canteiro de obras". "São desde obras de infraestrutura, manutenção, reconstrução e recuperação da cidade", definiu. A reportagem com Verçosa faz parte de uma série com os responsáveis por algumas das principais secretarias e órgãos municipais que a FOLHA publica desde o dia 16 de janeiro. As entrevistas contam com a participação de Belinati.

A obra do viaduto das avenidas Dez de Dezembro e Leste-Oeste teve a entrega da ordem de serviço no final de agosto do ano passado. A previsão para a conclusão é para novembro deste ano. O cronograma, no entanto, já está atrasado. Isso porque, segundo Verçosa, as chuvas não permitiram a obra da alça de acesso à via por meio da Leste-Oeste, o que postergou a interdição total da avenida, prevista inicialmente para 7 de janeiro.

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"Foi estabelecido um cronograma e é uma obra complexa pela localização. O tipo de serviço que será feito na parte de infraestrutura é a substituição de todas redes de galerias. Na hora em que começa a executar começam a aparecer os imprevistos. Como eles tiveram que iniciar por esse serviço, acabou acontecendo que na hora que você retira esses elementos [de drenagem], se chover a situação de lá fica complicada", explica Verçosa.

A construção do viaduto está orçada em R$ 17,6 milhões e a estrutura terá 275 metros de comprimento, com os acessos, e uma área pavimentada de 18.621 m². Na estrutura do projeto, o viaduto terá duas pistas duplicadas e passagem de pedestres. Segundo o diretor do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), Roberto Alves Lima Junior, a interdição da via foi adiada também por conta do fim de ano, que é um período de muito movimento no Terminal Rodoviário. "É um período muito movimentado, é um período de compras de Natal, isso também foi pensado na hora de reprogramar o cronograma", destaca.

Outra obra que ganhou importância é o Arco Leste, que teve o trecho dois licitado nos últimos dias. Toda a obra abrange 14 quilômetros de extensão que vão ligar a PR-445 e a BR-369. Dividida em cinco lotes, foram concluídos até agora o trecho quatro - que liga a rua Charles Lindemberg à avenida das Américas - e o cinco, da avenida Waldemar Spranger até a rua Albânia.

"A próxima etapa já está em fase de licitação, que é do trecho 2, em frente à UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Os envelopes devem ser abertos no começo de fevereiro", afirma Verçosa. Na sequência será feito o trecho um, da UTFPR até a rotatória antes da BR-369. "Com certeza esses dois trechos saem este ano, temos esse compromisso com a Caixa de até o final do mês que vem estar com esse documento lá dentro para sair a licitação desse outro trecho."

Restará o trecho três, o mais caro e complexo, de acordo com Verçosa. Isso porque ele demanda uma série de desapropriações, abrangendo uma área no final da pista do aeroporto até a avenida Robert Koch. "Tem uma série de propriedades ali, chácaras, então é um trecho mais custoso do ponto de vista de execução, e também de desapropriação", aponta.

A construção passou por alguns entraves judiciais devido a desacordos sobre valores de desapropriações. "Nós tivemos, no trecho um, um problema. O proprietário se recusou a permitir que a obra passasse pelo terreno dele, acabamos contornando e executamos. Ele conseguiu em um determinado momento bloquear a execução da obra porque ele exigia que fizéssemos um muro lá, um tapume na frente da casa dele. Teve esse problema, mas nada que comprometesse o cronograma da obra muito além do que estava previsto na sua execução." A obra completa do Arco Leste foi orçada em R$ 15 milhões, com recursos do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço).

Imagem ilustrativa da imagem Secretaria de Obras investe na 'recuperação' de Londrina



DUPLICAÇÕES

Uma duplicação já concluída é a da avenida Alziro Zarur, na zona leste. Depois de seis anos paralisada, a obra foi retomada em abril do ano passado. "Era uma reivindicação histórica da população ali [da região] do HU (Hospital Universitário), quantas pessoas não perderam a vida ali em batidas", lembra o prefeito.

Em novembro de 2018 foram iniciadas as obras de duplicação das ruas Aminthas de Barros, Antônio Morais de Barros e Senador Souza Naves. A obra está orçada em R$ 3,1 milhões com recursos federais, com contrapartida de R$ 570 mil do município. A prefeitura pretende concluir a duplicação até novembro deste ano.

Outra via que será duplicada é a Faria Lima, uma das principais vias de acesso ao campus da UEL (Universidade Estadual de Londrina). A obra foi dividida em dois trechos: da rua Bento Munhoz da Rocha Neto até a avenida Aniceto Espiga e da ponte do Lago Igapó até a avenida Maringá. Com orçamento de R$ 7,9 milhões, o alargamento dessa via é uma demanda antiga e teve o dinheiro liberado pelo Ministério das Cidades em 2015, mas a obra só começou em 2018 por conta da falta de dinheiro para contrapartida do município.

O prefeito ressalta que é um problema comum, já que todas essas obras exigem a aplicação de recursos próprios do município. "Ainda que você capte recurso junto ao governo federal, estadual e outras esferas, sempre tem uma contrapartida. Ou são recursos de financiamento, que quem tem que pagar é o município. Se o município não tem os recursos, perde a obra", comenta.

"São duas duplicações agora, a Faria Lima e a Aminthas de Barros, que vai interligar desde o Iate Clube até a Barragem do Igapó. Porque ela pega um trecho, desce duplicada até o Zerão, depois na casa do Papai Noel ela continua duplicando e desce duplicando até a rua da Canoagem, que é aquela rua do lago, e vai duplicada até a barragem do Igapó", explica Belinati.

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