Recape de vias é 'trabalho constante'
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Isabela Fleischmann <br>Reportagem Local</br> 
Um ponto de cobrança enfrentado pela administração municipal é a manutenção de um trecho de pouco mais de um quilômetro da estrada dos Pioneiros, que liga Londrina a Ibiporã, que ainda não tem asfalto. O secretário de Obras, João Verçosa, explica que a adequação do trecho é de competência londrinense, já que parte de responsabilidade de Ibiporã recebe manutenção frequente. "Tem muita cobrança porque tem muita gente que faz esse trajeto de Ibiporã para cá por ali. Temos feito manutenção, mas não tem asfalto, é estrada antiga de terra", argumenta Verçosa.
Outra estrada que a administração municipal se comprometeu a readequar é a do Limoeiro, na zona leste, que vai até o rio Tibagi. Quem passa pelo local, principalmente à noite, tem de ter cautela redobrada pela falta de sinalização e pelas curvas sinuosas. "Ali é uma tragédia, ela vem dupla, depois vira simples. Vou me virar nos 30 para fazer esse negócio. Tem que fazer, aumentou o movimento lá, o número de chácaras. Ali vai ficar um show", garantiu o prefeito Marcelo Belinati. As duas obras, porém, ainda não foram licitadas.
Segundo Belinati, essas adequações fazem parte do programa de recuperação da malha asfáltica da cidade - pelo qual já foram recapeados 170 quilômetros. "Temos uma segunda fase [desse programa] que vai englobar as principais avenidas de acesso aos bairros, as avenidas por onde circulam ônibus e acessos a distritos como Irerê, Paiquerê, Limoeiro e Lerroville. Só que aí está na fase de projetos, as equipes estão andando para ver como fazer, mas vamos fazer", promete.
Algumas vias já estão sendo recompostas, como a rua Rio Grande do Sul (centro) e as avenidas Winston Churchill, Francisco Gabriel Arruda e Rio Branco (zona norte). Nessas últimas vias, o município pretende licitar a substituição do atual asfalto para concreto nos pontos de ônibus. "É como se fosse a sua casa. Tem que dar manutenção adequada. Se quebra alguma torneira, entope a calha, quebra a fechadura ou o piso. É um processo de manutenção constante que tem que ser feito. É um trabalho de arrumação que estamos fazendo. É um trabalho constante", pondera Belinati.
Entre os serviços funerários, a secretaria de Obras construiu até agora capelas mortuárias nos distritos de Maravilha, Warta, Lerroville, União da Vitória, Parque Jamaica, Maracanã, Anchieta e na Avenida JK e pretende revitalizar as de Irerê e Paiquerê.
BURACOS
A prefeitura não tem um balanço de quantos buracos foram tapados e quantos precisam ser. No entanto, Belinati diz que, quando assumiu a gestão, Londrina tinha 1.260 quilômetros de ruas esburacadas em diferentes níveis. "Ruas com bastante buraco, ruas que nem mais asfalto tinham e ruas que de tanto tapar buraco estavam todas irregulares. É um longo trabalho de recuperação, já fizemos 170 quilômetros, mas tem muita coisa a ser feita", admite.
São 2 mil quilômetros de ruas pavimentadas em Londrina. "Mais de 50% da cidade estava com problema. É a questão da manutenção, só que isso vai nos ajudando porque à medida que você vai recapeando a equipe de manutenção e prevenção deixa de ter que ir a esses lugares. Por exemplo, a gente fez a Almeida Garret (zona sul). Teve quem falou que não precisava. Mas precisava, tinha vários locais que tinha buracos que toda hora a equipe de tapa-buraco tinha que dar manutenção. A gente passou micropavimento, vai lá, está bacana, foi feita uma revitalização, flores, enfim, deixamos o local mais agradável."
Belinati diz que a aposta está no micropavimento em detrimento do CBUQ, (Concreto Betuminoso Usinado A Quente), pelo custo seis vezes menor.
"Um desafio desse tamanho, de 1.260 quilômetros, a gente não ia conseguir vencer pagando R$ 40 o metro quadrado. Com um milhão de reais você não faz nada de asfalto com CBUQ. Em contrapartida, com micropavimento você faz seis vezes mais e ainda previne esse problema." Segundo o prefeito, com micropavimento é possível selar o asfalto e prevenir infiltrações. Contudo, não é possível utilizar micropavimento sempre. "Estamos fazendo um mix. Onde tem indicação técnica de CBUQ, usamos CBUQ. Mas o que eu posso é dizer é que vamos chegar a todos os lugares. A gente não chega mais porque não temos perna para chegar, não tem equipe para chegar".
Segundo o prefeito, são muitos locais no cronograma. "Agora a gente vai para a zona oeste, já estamos na zona norte, recapeando bairros inteiros como a Vila Yara, por exemplo." No Ruy Virmond Carnascialli (zona norte) foi o primeiro lugar em que a prefeitura utilizou o micropavimento para o recape asfáltico. Verçosa explica que desde que foi feito o serviço em setembro de 2017, "nunca mais foi necessário voltar lá para tapar buraco". (I.F)
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