Imagem ilustrativa da imagem Professores de creches filantrópicas recebem proposta de aumento
| Foto: Lilson Fiorillo/Divulgação



Os professores dos CEI's (Centros de Educação Infantil) filantrópicos decidem neste sábado (21) se a proposta de reajuste de 2,3% para este ano, com previsão de ganho real e implantação na hora-atividade a partir de 2019, atende às necessidades da categoria, que paralisou as atividades nesta quinta (19) e ameaça entrar em greve por tempo indeterminado nesta segunda (23). A paralisação ocorreu porque, apesar de repasse para as creches filantrópicas ter subido 1,96%, o repasse para os salários chegaria a 1,56%. Mais de 6 mil crianças ficaram sem aulas.

A proposta alinhavada na manhã desta sexta-feira (20) com a Secretaria Municipal de Educação e o Secraso (que defende interesses de entidades filantrópicas e outros segmentos) prevê reajuste para os salários dos professores de 2,3%, um aumento real de 0,6%. Além disso, para 2019, há o compromisso de implantação de hora-atividade para todos os professores de creches municipais, com aumento de 2%, mais um ganho real de 3% sobre a reposição da inflação - na prática, serão 5% acima da concessão do índice inflacionário. A mesma promessa permanece para o ano de 2020.

O presidente do Sinpro, André Cunha, considera a proposta viável para se levar à assembleia, prevista para a manhã deste sábado (21) na sede do Sinpro. "Consideramos o reajuste deste ano muito baixo, apesar de se falar em ganho real. Mas vemos um ganho importante que é a implantação da hora-atividade, que é específica para planejamento das aulas. Isso demonstra para nós a valorização da atividade da docência das CEIs filantrópicas, também", afirma.

A secretária de Educação, Maria Tereza Pascoal de Moraes, acredita que a conversa da manhã desta sexta foi positiva e que os professores devem considerá-la vantajosa. Entretanto, ela admite preocupação com o impacto que deve haver no orçamento da pasta. "Passamos de uma previsão de R$ 26 milhões ao ano para um aumento de 5% neste valor", afirma, recordando que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevê uma redução nas receitas e despesas para 2019. Reportagem da Folha de Londrina desta sexta demonstra que a retração é de R$ 50 milhões em comparação com o Orçamento de 2018.

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