PR participa de ação de coleta de DNA de familiares de desaparecidos
Material genético será comparado com perfis de pessoas não identificadas, vivas ou falecidas; moblização nacional é realizada pela quarta vez
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Material genético será comparado com perfis de pessoas não identificadas, vivas ou falecidas; moblização nacional é realizada pela quarta vez

A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) vão participar da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que acontece de segunda-feira (24) a sexta-feira (28). Durante a semana, serão disponibilizados 19 postos de coleta em todo o Estado, nas unidades da Polícia Científica, incluindo Londrina, Apucarana (Centro-Norte) e Jacarezinho (Norte Pioneiro).
Esta é a quarta mobilização nacional de coleta (as anteriores foram em 2021, 2024 e 2025), organizada pelo governo federal em parceria com os estados.
Familiares que ainda não realizaram a doação de material genético poderão fornecer a amostra nos pontos oficiais. A iniciativa é mais um recurso para auxiliar na identificação e localização de pessoas desaparecidas e pode contribuir para trazer respostas às famílias.
O material genético coletado será comparado com perfis de pessoas não identificadas, vivas ou falecidas, cadastrados nos bancos locais e nacionais de perfis genéticos. As comparações são realizadas de forma contínua, com o objetivo de identificar possíveis vínculos de parentesco.
Como é feita a coleta de DNA
Realizado por peritos oficiais, o procedimento é gratuito, rápido e indolor. A coleta pode ser feita por meio de um cotonete, passado na parte interna da bochecha, ou por meio de uma pequena gota de sangue coletada do dedo.
É importante que, sempre que possível, a doação seja realizada por familiares de primeiro grau. De acordo com a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, a ordem de preferência para a testagem é: pai e/ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e irmãos biológicos, que devem ser filhos da mesma mãe e do mesmo pai. Caso não seja possível seguir essa ordem, outros familiares poderão ser considerados.
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Como a mobilização ocorre em todo o território nacional, caso a família não resida mais no local onde a pessoa desapareceu, basta informar, no momento da coleta, o local de origem da ocorrência, para que a informação seja registrada corretamente.
Se o familiar não puder comparecer a um dos pontos de coleta, a orientação é entrar em contato com o posto mais próximo para que a equipe avalie a melhor forma de viabilizar o procedimento.
Mais informações
Confira aqui os pontos oficiais de coleta: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-seguranca/seguranca-publica/pontos-de-coleta-publicado.pdf
Na data escolhida para realizar a coleta de DNA, é importante levar um documento de identidade, informações do Boletim de Ocorrência do desaparecido (número, estado e delegacia).
Caso possua, objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter DNA, como escova de dentes, dente de leite ou cordão umbilical. Esses materiais podem auxiliar no processo de identificação.
Para mais informações sobre a doação de material genético, acesse: https://www.gov.br/mj/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/mobilizacao-nacional/coleta-de-dna-de-familiares-de-pessoas-desaparecidas-1/
Início das atividades em 2001 no Paraná
A Seção de Genética Molecular Forense da Polícia Científica do Paraná iniciou suas atividades em 2001, com a inauguração e a emissão dos primeiros laudos. Atualmente, para os casos de identificação de pessoas desaparecidas, o Estado possui 735 amostras de familiares cadastradas no CODIS e 501 perfis genéticos cadavéricos.
Ao longo desse período, o Paraná já realizou 25 identificações de pessoas desaparecidas por meio de DNA. Considerando os demais casos, o número de matches gerais chega a 473, além de 162 coincidências entre vestígios de condenados
(Com informações da Agência Estadual de Notícias)


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