A PCPR (Polícia Civil do Paraná) prendeu uma mulher de 54 anos em flagrante pela prática do crime de maus-tratos a animais. A prisão aconteceu na terça-feira (17), em Curitiba.

Na ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em canis mantidos pela investigada, que é médica veterinária. O objetivo foi resgatar cães submetidos a maus-tratos.

Segundo o delegado Guilherme Dias, durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais localizaram cerca de 80 cães em locais com acúmulo de fezes e urina e com ausência de condições de higiene e manejo.

“Diante da situação, a mulher foi presa em flagrante. A investigada possui duas condenações anteriores relacionadas a fatos da mesma natureza e já foi alvo de investigações pela criação ilegal de cães”, explica.

A mulher foi autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos e encaminhada ao sistema penitenciário.

Policiais e veterinários encontraram os animais vivendo em péssimas condições de higiene e manejo
Policiais e veterinários encontraram os animais vivendo em péssimas condições de higiene e manejo | Foto: Divulgação - PCPR/AEN

Denúncias

A PCPR solicita a colaboração da população no combate aos maus-tratos contra animais silvestres e domésticos. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, 181 do Disque-Denúncia ou na Delegacia Virtual de Proteção Animal. Se o crime estiver acontecendo no momento, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

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Justiça por Orelha

O Governo do Brasil publicou, na sexta-feira (13), o Decreto nº 12.877/2026, batizado de Justiça por Orelha, que prevê a multa de R$ 1.500 a R$ 50 mil para quem cometer o crime de maus-tratos aos animais. O valor ainda pode chegar a R$ 1 milhão se forem considerados agravamentos.

A medida assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) altera o Decreto nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações administrativas ambientais no Brasil. Até então, os valores previstos de multa eram de R$ 500 a R$ 3 mil.

"O que aconteceu com o cão Orelha, acontece o tempo todo, em vários lugares. Agora mesmo, quantos não estão sendo maltratados?!", lamentou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, relembrando o caso do cachorro comunitário que morreu vítima de agressões em Florianópolis (SC), em janeiro deste ano. (Com Agência Estadual de Notícias)

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