Polícia prende mais um guarda municipal suspeito de matar jovem em Londrina
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sexta-feira, 13 de abril de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A Delegacia de Homicídios de Londrina (DHL) prendeu nesta sexta-feira (13) um guarda municipal que supostamente estaria envolvido na morte de Matheus Evangelista, 18 anos, no dia 11 de março. Ele já havia sido afastado da função pela Secretaria de Defesa Social assim que as investigações começaram. situação. O mandado de prisão temporária, válido por 30 dias, foi expedido pela 1ª Vara Criminal na noite desta quinta. É o segundo agente detido na situação. O primeiro, Michael de Souza Garcia, suspeito de atirar contra o jovem, continua na cadeia após a Justiça ter negado a revogação da detenção provisória.
A advogada Mariana Rodrigues, que defende o servidor, informou que não iria se pronunciar por enquanto porque não teve acesso ao processo. Procurado, o secretário responsável pela Guarda Municipal, Evaristo Kuceki, disse que não sabia da decisão. Evangelista foi baleado enquanto estava em uma festa em um bairro da zona norte de Londrina. Os guardas foram chamados por moradores para atender uma ocorrência de perturbação de sossego. Testemunhas afirmaram que o disparo saiu de uma das armas dos GMs, versão rechaçada pelos suspeitos.
Porém, um laudo emitido pelo Instituto de Criminalística atestou que o tiro não teria sido efetuado pela arma funcional de Garcia. Matheus Evangelista chegou a ser encaminhado a um hospital da cidade, mas não resistiu. Familiares e movimentos sociais recentemente promoveram um ato em memória da vítima. Uma reunião no Ministério Público foi realizada com a Prefeitura de Londrina para discutir a necessidade do armamento da corporação.
Este é o terceiro caso de homicídios envolvendo os agentes da GM. O primeiro ocorreu com o ex-guarda municipal Ricardo Felippe, já expulso da organização. Em abril de 2017, ele, mesmo de folga, matou a sócia da ex-companheira, o filho e o pai de outra ex-namorada. No ataque, outras duas pessoas, incluindo um senhor de 80 anos, ficaram feridas. Nesta semana, um laudo psiquiátrico confirmou que o acusado tinha conhecimento do crime.
O segundo caso foi registrado em novembro do ano passado, quando um guarda atirou em José Vilmo Silvestre da Silva, 40 anos, depois de uma confusão na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Sabará, zona oeste. O delegado responsável pelas investigações, Ricardo Jorge, compreendeu que o agente agiu em legítima defesa, e por isso pediu o arquivamento do inquérito. A conclusão ainda está sob análise do Ministério Público e da Justiça. O guarda não foi detido.
(atualizado às 12h)


