Operação em Ibiporã mira grupo investigado por fraudes envolvendo o FGTS
Investigação da Polícia Civil aponta que vitimas eram enganadas com promessa de liberação do fundo de garantia, mas na verdade estavam contratando empréstimos consignados
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quarta-feira, 08 de julho de 2026
Investigação da Polícia Civil aponta que vitimas eram enganadas com promessa de liberação do fundo de garantia, mas na verdade estavam contratando empréstimos consignados

A Polícia Civil de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) deflagrou nesta quarta-feira (8) a Operação Fundo Falso, destinada ao cumprimento de medidas cautelares em investigação que apura, em tese, a prática dos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa.A Justiça deferiu 6 mandados de prisão temporária e 7 mandados de busca e apreensão.
A investigação identificou um possível esquema criminoso que utilizava falsas promessas de liberação de valores do FGTS para enganar trabalhadores. "O golpe era relativamente simples, mas bastante convincente. Os investigados procuravam trabalhadores afirmando que conseguiriam liberar valores do FGTS, antecipar recursos ou migrar empréstimos para uma modalidade supostamente mais vantajosa, sem descontos no salário“, explicou o delegado Vitor Dutra.
“Confiando nessas informações, as vítimas seguiam as orientações recebidas, acessavam links enviados pelos suspeitos, realizavam reconhecimento facial e assinavam eletronicamente documentos acreditando estar autorizando apenas procedimentos relacionados ao FGTS”, acrescentou.
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De acordo com o delegado , com esses procedimentos, as vítimas acabavam contratando empréstimos consignados em seus nomes. “Assim que o dinheiro era depositado em suas contas, os investigados orientavam que parte desse valor fosse transferida para contas indicadas por eles, sob a justificativa de que seria necessária para concluir a operação ou efetivar a suposta migração para o FGTS”, detalhou.
“Somente depois, ao consultarem seus contracheques ou extratos, as vítimas percebiam que haviam contratado empréstimos que gerariam descontos mensais em seus salários e que os valores transferidos jamais retornariam. Em outras palavras, elas acreditavam estar realizando uma operação ligada ao FGTS, quando, na verdade, haviam sido induzidas a contratar um empréstimo e a entregar parte do dinheiro aos fraudadores”, informou.
Operação Fundo Falso recebeu esse nome , segundo o delegado, porque “simboliza justamente essa falsa aparência de legitimidade construída em torno do FGTS para viabilizar a prática dos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa”.
(Com informações da PCPR)
(Em atualização)


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