Nas redes sociais, católicos apoiam suspensão de missas em Londrina

Manifestações na internet contrastam com opinião de grupo que quer a retomada dos cultos presenciais

Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha

Nas redes sociais, católicos apoiam suspensão de missas em Londrina
Saulo Ohara-13/08/18
 


Apesar do pedido de um grupo de católicos conservadores contestar a manutenção das missas em Londrina apenas por meios virtuais, sem cultos presenciais, uma parte dos internautas apoia a decisão do clero e do arcebispo de Londrina, Dom Geremias Steinmetz.


A constatação foi feita pelo pároco da Igreja São Vicente de Paulo, padre Romão Martins, em seu perfil oficial e em três páginas que administra no Facebook. O apoio foi manifestado por meio de interações com curtidas e comentários na rede social. 




Além do perfil pessoal, Romão administra uma fan page própria - “excedi cinco mil amigos”, explica -, uma página da Paróquia São Vicente de Paulo e um grupo de partilha bíblica chamada Bíblia com Amor. Nas quatro, ele postou uma mesma mensagem elogiando a decisão da Arquidiocese, na sexta-feira (22). Quase mil fiéis se manifestaram e, destes, apenas dois foram contrários à manutenção da suspensão das missas presenciais. 


“Fiquei muito surpreso com os feedbacks positivos que recebi. Foram quase mil curtidas e não tem uma curtida negativa (“ódio”, no emoji da rede social). E, no total, são 87 comentários, dos quais apenas um negativo e um de apoio a esta manifestação. Mas, este negativo teve, também, a resposta que precisava, à altura”, afirma. “[As reações] mostram o quanto tivemos de apoio das pessoas de bem e o nível de maturidade cristã, humana, que muita gente tem manifestado neste tempo difícil”, completa 


“Não esperava um posicionamento diferente por parte do arcebispo juntamente com o clero, e os especialistas consultados. Preservar vidas!”, publicou uma seguidora. “Concordo. Deus está onde nós o buscamos. Nossa casa hoje é nossa igreja. Deus está nela, e com muito mais segurança”, escreveu outro internauta. 


A única mensagem contrária é a de um internauta que publicou: “Fechamos as igrejas e abrimos os shoppings, camelódromos, supermercados, etc. Deus fica sempre em segundo lugar. ‘Feliz a nação cujo Deus é o Senhor’”. 


O primeiro comentário a seguir constata: “Exatamente, e se for ver, tem muito mais pessoas em um supermercado do que em uma missa.” As manifestações, entretanto, tiveram contestações de outros usuários da rede social. 


MOVIMENTO PRÓ-IGREJA ABERTA


A maioria das manifestações elencadas por Padre Romão contrastam com a opinião do grupo Brasil Católico, que distribuiu outdoors por Londrina para pressionar Dom Geremias para a retomada das missas presenciais, suspensas desde março para evitar a proliferação do novo coronavírus em ambientes com aglomerações de pessoas. O grupo é o mesmo que, no ano passado, pedia a retirada "do PT do altar" e, até mesmo, a saída do arcebispo. 




Desde que foi decretada a necessidade de isolamento social, os cultos religiosos só podem ocorrer por meios virtuais, de modo a evitar aglomerações. Passados dois meses, medidas de relaxamento já começam a ser adotadas e o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), autorizou missas nos templos em 21 de maio. Mesmo assim, a decisão da Arquidiocese de Londrina foi por manter as missas suspensas até o dia 15 de junho.

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