Depois de negar em audiência no Fórum o assassinato da idosa Teruko Kobayashi, 65 anos, morta no dia 20 de março de 2017 no Jardim Agari, centro de Londrina, Igor Machado da Silva, 23, pode ser submetido a uma nova análise do Instituto de Criminalística (IC). O Ministério Público aguarda autorização do juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, para que a perícia confronte as imagens das cicatrizes mostradas pelo acusado durante interrogatório com as coletadas pela Polícia Civil em câmeras de monitoramento nas imediações da Rua Iguape, onde o crime aconteceu.

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A reportagem não conseguiu contato com a promotora Márcia Regina de Menezes dos Anjos, que fez o pedido, assim como o advogado do réu, João Roldão. No ofício à Justiça, ela reiterou que a avaliação seja realizada "com a devida urgência". Para a polícia, a cicatriz no braço direito ajudou a identificar Silva, que teria sido flagrado pelo circuito de segurança de estabelecimentos próximos à casa da idosa percorrendo as Ruas Araguaia e Guaporé.

Nas imagens apensadas ao inquérito policial, Silva estaria usando uma camiseta preta e boné vermelho. Ao ser interrogado, ele afirmou que o machucado no braço "é resultado de uma facada durante uma briga". Ainda durante a audiência, o jovem alegou que "após sair do internamento da Santa Casa, colocou até uma platina para recuperar os movimentos da mão". O hospital também foi intimado para que envie ao Ministério Público a

cópia integral do prontuário de atendimento. Além do registro das câmeras, a Polícia Civil argumenta que a prisão de Silva só ocorreu depois que a Criminalística encontrou a digital do dedo médio esquerdo do acusado em uma garrafa pet, encontrada por investigadores da 10ª Subdivisão Policial (SDP) no quintal da residência da vítima. Silva continua preso na Penitenciária Estadual de Londrina.

O crime

Teruko Kobayashi foi encontrada morta no box do banheiro em seu próprio imóvel. A Guarda Municipal chegou primeiro após ser chamada por vizinhos, que estranharam o silêncio. Como o imóvel estava trancado, os agentes pularam o muro e, ao forçarem a porta, depararam-se com a idosa já morta. Ela estava com uma mangueira de chuveiro enrolada em seu pescoço.

A Polícia Civil, ao fazer a varredura, registrou que o interior da residência estava bagunçado. Vários objetos foram encontrados na parte externa, como uma TV e uma mala com outros materiais. O cenário fez com que o caso, desde o início das investigações, fosse tratado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

Em 2012, a vítima decidiu se mudar de São Paulo (SP) por conta do aumento da violência. Sem filhos, Teruko Kobayashi veio para Londrina justamente para ter mais tranquilidade.

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