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Londrina

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m de leitura Atualizado em 18/01/2022, 17:35

Londrina registra a maior porcentagem de presos que fizeram Enem

No Estado, o aumento foi de 15% no número de participantes na comparação com a edição anterior, de 2020.

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Reportagem local com AEN
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A regional de Londrina do Deppen (Departamento de Polícia Penal) foi a que registrou a maior porcentagem de presos que fizeram a segunda etapa do Enem-PPL (Exame Nacional do Ensino Médio Para Privados de Liberdade), aplicada no domingo (16) em 55 unidades prisionais de todas as regiões do Estado. Em relação aos inscritos, Londrina apresentou 282 participantes, o que representa 63%. Na sequência, estiveram as regionais de Francisco Beltrão e Guarapuava (59,32%), Curitiba (53,35%), Maringá e Cruzeiro do Oeste (52,38%), Foz do Iguaçu (39,79%), Ponta Grossa (38,67%) e Cascavel (35,88%).

Ao todo, 1.142 pessoas privadas de liberdade fizeram o Enem-PPL deste ano no Paraná, contra 987 na outro recorte. Ao todo, 1.142 pessoas privadas de liberdade fizeram o Enem-PPL deste ano no Paraná, contra 987 na outro recorte.
Ao todo, 1.142 pessoas privadas de liberdade fizeram o Enem-PPL deste ano no Paraná, contra 987 na outro recorte. |  Foto: Geraldo Bubniak/AEN
  

O diretor regional do Departamento de Polícia Penal de Londrina, Reginaldo Peixoto, ressaltou a importância de trabalhar com educação. "Entendemos que a questão educacional é um pilar para que o preso evolua. Estamos trabalhando com os servidores, no sentido dos professores estarem incentivando as pessoas privadas de liberdade. É uma das prioridades trabalhar em cima da ressocialização, e os resultados já estão sendo mostrados, tanto no Enem-PPL, quanto no Encceja, e isso reflete em aprovações nos vestibulares da região’', finaliza.

Uma das 55 unidades a participar do Enem-PPL foi a Cadeia Pública Feminina de Goioerê, que faz parte da regional de Maringá e Cruzeiro do Oeste. Ela registrou 100% de adesão das inscritas. “Foi fantástica a participação das meninas. Todas participaram. Elas deram um grande exemplo, pois fizeram a prova inteira e ficaram concentradas do início ao fim do exame. Foi tudo exemplar na unidade, a conduta, a educação e o respeito das presas”, disse Janaína Montenegro, policial penal.

AUMENTO DE 15%

No Estado, o aumento foi de 15% no número de participantes na comparação com a edição anterior, de 2020. Ao todo, 1.142 pessoas privadas de liberdade fizeram o Enem-PPL deste ano no Paraná, contra 987 na outro recorte.

O exame é promovido pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e ajuda presos a conquistar uma vaga em um curso de graduação.

Para a coordenadora do Setor de Educação e Capacitação do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen), Irecilse Drongek, este aumento é fruto de um planejamento estratégico que tinha como uma das metas aumentar todos os índices que envolvam educação, e um reflexo disso foi a quantidade de presos inscritos neste Enem-PPL.

“Esse ano tínhamos como meta aumentar todos os índices em relação ao ano de 2020. Foram ações e orientações, como a de incentivar a participação das pessoas privadas de liberdade com o intuito de inserir o preso no processo de escolaridade. Mesmo com a pandemia da Covid-19, os professores das escolas das unidades prisionais não pararam e trabalharam de forma intensa com a disponibilização de material e fazendo as avaliações das atividades. A partir disso, as pessoas privadas de liberdade foram incentivadas a não abandonar o processo educativo”, esclarece.

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SAÚDE

A aplicação do Enem PPL neste ano seguiu os protocolos de prevenção à Covid-19, com a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção e frascos de álcool em gel serão fornecidos pela organização da prova. As unidades prisionais e/ou socioeducativas fizeram a higienização das salas, com o intuito de proporcionar a circulação de ar, além de possibilitar o distanciamento entre os participantes.

ENEM

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, tornou-se uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e de iniciativas como o Prouni (Programa Universidade para Todos).

As provas do Enem-PPL são as mesmas do Enem regular, mas aplicadas nas unidades prisionais. O exame, que tem participação voluntária e gratuita dos privados de liberdade, é constituído de Redação em Língua Portuguesa e mais quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha.

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