Justiça mantém preso pastor que teria estuprado criança em Londrina
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
Rafael Machado - Grupo Folha 
A Justiça negou liberdade para um pastor de 64 anos acusado de estuprar uma criança de cinco anos em Londrina. A decisão saiu na última segunda-feira (8) e foi dada pela juíza Zilda Romero, da Vara de Crimes contra Crianças, Adolescentes e Idosos. Com este novo capítulo processual, o homem permanece preso preventivamente. Ele foi detido no dia 8 de janeiro por investigadores do Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Segundo a denúncia do Ministério Público, o abuso "durou aproximadamente sete meses". Para a magistrada, "isso demonstra a necessidade dele ficar preso pela altíssima probabilidade de voltar a delinquir, bem como a preservação da ordem pública". A defesa pediu que ele saísse da cadeia por causa do risco de contágio da Covid-19, mas a juíza disse que "não foram apresentados documentos que comprovem que o réu sofre de qualquer comorbidade que o coloque em um grupo de extremo risco".
De acordo com a delegada do Nucria, Lívia Pini, uma segunda vítima, esta já adulta, surgiu durante as investigações. "Ela mora no mesmo bairro que o pastor. Disse que, quando criança, o conhecia e que também passou por um episódio de violência sexual". O acusado foi indiciado por estupro de vulnerável pela Polícia Civil.
Em nota, a advogada do idoso, Inaiane Gonçalves, disse que "aguarda apreciação da liminar no Supremo Tribunal Federal. As acusações que recaem sobre o cliente são graves e infundadas. Aos olhos da defesa, a magistrada foi movida pela opinião pública e distante da interpretação da lei. Os requisitos que o legislador impõe para liberdade restam demonstrado nos autos. Entendemos que o julgamento é antecipado. A indevida e prolongada prisão é uma afronta aos pilares da democracia".


