Juiz nega reintegração de posse do Colégio Albino Feijó
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Thamiris Geraldini - Grupo Folha 

O primeiro pedido de reintegração de posse de um colégio ocupado em Londrina foi negado pela Justiça. O Governo do Estado solicitou autorização para retomar o Colégio Albino Feijó, localizado na zona sul de Londrina, no entanto, o juiz Osvaldo Taque indeferiu o pedido.
O documento datado em 8 de outubro de 2016, mas que tornou-se público na manhã desta terça-feira (11), justifica que diante da ocupação pacífica, sem qualquer dano ao patrimônio, a reintegração de posse neste momento não se faz necessária. O documento afirma que "(...) não há notícias de que os estudantes, ora manifestantes, estejam promovendo danos ao patrimônio público, sendo que (...) comprometeram-se em manter fechadas a Diretoria, sala dos professores, secretaria, biblioteca, cozinha, laboratórios de informática, química e enfermagem, além de uma sala multimídia".
Além disso, o juiz justifica que, considerando a idade dos manifestantes, "(...) certamente há vulneráveis que não merecem, pelo menos por ora, ser submetidos aos efeitos nocivos de uma violência estatal de reintegração forçada de posse".
Ao invés da retomada de posse, o juiz determinou uma audiência de conciliação entre a liderança do movimento de ocupação, os diretores do colégio e a chefe do Núcleo Regional de Educação.
O Colégio Albino Feijó foi a primeira unidade ocupada em Londrina por estudantes que protestam pela insatisfação contra a reforma do ensino médio e a PEC 241, projetos elaborados pelo governo federal. Além deste, até o início da noite da última segunda-feira (10) outros oito colégios da cidade permaneciam ocupados.


